Revigorada, Juve faz jogo decisivo contra o Milan

Após temporadas decepcionantes, equipe de Turim disputa título palmo a palmo com o rival de Milão

RAPHAEL RAMOS, O Estado de S.Paulo

25 de fevereiro de 2012 | 03h03

O clássico de hoje entre Milan e Juventus no San Siro não é especial apenas por colocar frente a frente os dois principais candidatos ao título italiano a 14 rodadas do fim da competição - 15 no caso do time de Turim, que teve uma partida contra o Bologna adiada por causa da neve. O jogo é um marco no renascimento de um gigante, que amargou péssimas campanhas nos últimos anos e nesta temporada recuperou a velha força. A Juve tem 49 pontos e o Milan, 50.

Dona de 27 títulos italianos e da maior torcida do país, a Juventus amargou o rebaixamento à Segunda Divisão na temporada 2006/07 após envolvimento em um escândalo de manipulação de resultados. E desde o seu retorno à Série A, no ano seguinte, esteve longe da briga pela ponta.

Na última temporada, por exemplo, terminou o campeonato na sétima posição, o seu pior desempenho nos últimos 20 anos, e ficou de fora até da Liga Europa. E o balanço financeiro de 2010/2011 foi o mais negativo da história, com déficit de 95 milhões (R$ 215 milhões).

Agora o quadro é bem diferente: é o único time das principais ligas da Europa que não perdeu na temporada (26 jogos), briga pelo título e está com um pé na final da Copa da Itália - bateu o Milan fora de casa por 2 a 1 no jogo de ida da semifinal.

A Juve começou a virar o jogo quando fez o planejamento para esta temporada. Em primeiro lugar, contratou o técnico Antonio Conte, que ganhou muito como jogador do clube e tem prestígio com a torcida.

As contratações foram pontuais, e não por "pacotes", como vinha acontecendo. A grande tacada foi buscar o craque Pirlo de graça no Milan, que não quis renovar o seu contrato.

Também chegaram outros jogadores importantes, como o atacante Vucinic (Roma), o lateral-direito Lichtsteiner, o meia Vidal e o atacante Borriello. E Conte construiu uma equipe que joga com a bola no chão.

Outro fator importante para o ressurgimento foi a inauguração do Juventus Stadium, dia 8 de setembro. A arena foi construída no local onde se encontrava o Delle Alpi, e como restos do antigo estádio foram usados na obra o custo foi de apenas 120 milhões (R$ 271 milhões).

Com capacidade para 41 mil pessoas, a nova casa aproximou o torcedor da equipe. Literalmente. Não há grades separando a arquibancada do gramado, e a primeira fileira está a apenas sete metros do campo. A média de público aumentou mais de 70% em relação a 2010/2011, saltando de 21.430 para 36.997 pagantes por jogo. Só de carnês para a temporada foram vendidos 24 mil antecipadamente.

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