Rexona e Finasa iniciam a decisão

Fernanda Venturini tem 11 dos 14 títulos brasileiros, sete em nove edições da Superliga Nacional de Vôlei. O time que conta com o talento da levantadora, o cérebro na armação das jogadas, leva vantagem. Nesta decisão da Superliga Fernanda defende o Rexona-Ades, do marido e técnico Bernardo Rezende, o Bernardinho, na série melhor-de-cinco que define o campeonato contra o Finasa/Osasco. Desafio mesmo terá a levantadora Carol, de Osasco, do técnico José Roberto Guimarães. A primeira partida da série melhor-de-cinco que define o campeão de vôlei da temporada será neste sábado, às 13 horas, no Ginásio do Tijuca Tênis Clube (com SporTV).Contratada em dezembro para compor o grupo, após uma gravidez, teve de substituir Gisele que abandonou a equipe pouco antes do início da Superliga, e enfrenta o desafio de ser comparada a Fernanda, que era a levantadora na temporada passada, quando Osasco ficou com o título.Osasco está em sua quarta final consecutiva, é bicampeão brasileiro, mas nessa edição da Superliga ainda não conseguiu vencer o rival Rexona. "O time está mais entrosado. E acreditamos num playoff bem equilibrado", afirma Carol.Em dois meses de muito treino Carol, de 27 anos, mãe de Matheus, de 11 meses, precisou de muito treino para ficar com a vaga de titular. "Tinha de ter uma adaptação rápida, o que ajudou é que eu já tinha trabalhado com o Zé Roberto e conhecia a maior parte das jogadoras. Mas cheguei abaixo da média da equipe em termos de preparação física e tive de acelerar o trabalho. Estou mais regular no tempo de bola. Era preciso saber a medida certa."Carol concorda com todo mundo: Fernanda é uma excelente levantadora. "O que desequilibra naquele time é o comando da Fernanda", afirma. Mas acha que não pode se sentir pressionada por isso, nem ela, nem o time. "Se formos pensar que ela tem mais nome, mais experiência, não vamos jogar. Temos de confiar no nosso trabalho e no grupo." A gaúcha Carol começou no Grêmio Náutico União, em Porto Alegre, aos 9 anos. Jogou no Pinheiros, Osasco e Macaé, antes de ter Matheus na temporada 2003/2004. Voltou a atuar no Minas e, dispensada, veio para o Finasa.Prole - O filho Matheus não foi ao Rio, mas estará no ginásio no segundo jogo da série, quarta-feira, em Osasco, com o pai Maurício, ex-jogador de vôlei. O garotinho convive com o grupo, passa de colo em colo, como acontecia com Júlia, a filha de Fernanda, quando a levantadora atuava em Osasco. "Todas gostam de criança, mas não querem parar para ter filhos", explica Carol.Fernanda destaca o trabalho para justificar sua marca em campeonatos nacionais, mas acha que ajudou a colocar várias companheiras em evidência. "Tenho conseguido transformar jogadoras de nível médio em grandes atletas, atacantes em maiores pontuadoras. Conquistei esses títulos pela perseverança, mas não sou mágica e isso é fruto de muito trabalho, de querer ganhar tudo e perseguir isso", resume, dizendo que jogará mais uma temporada antes de deixar as quadras.

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