Marko Djurica/Reuters
Marko Djurica/Reuters

Ribera deixa seleção masculina de handebol para assumir time nacional da Espanha

Treinador ajudou ao handebol brasileiro a conquistar sua melhor marca em Jogos Olímpicos

Estadão Conteúdo

23 Agosto 2016 | 18h56

Após levar a seleção brasileira masculina de handebol ao seu melhor resultado em Olimpíadas, o técnico Jordi Ribera anunciou nesta terça-feira que está deixando o cargo. Ele vai comandar a seleção espanhola, além de assumir cargo também na direção técnica da Real Federação Espanhola de Handebol.

Foi a segunda passagem de Ribera pela seleção masculina. Ele já havia comandado a equipe entre 2004 e 2008. "Quando fui chamado para retornar, o acordo era para que eu ficasse para o ciclo de quatro anos", afirmou o treinador, nesta terça, antes de destacar seu trabalho na Confederação Brasileira de Handebol.

"O objetivo sempre foi não trabalhar somente com o adulto, mas também de uma forma global. Estava claro que alguns atletas do ciclo anterior não poderiam mais estar presentes, por isso, era preciso buscar novos jogadores. Fizemos um trabalho observando atletas de todo o País com os acampamentos regionais e nacionais e trabalhamos também com técnicos e árbitros, além de outros profissionais. Conseguimos grandes resultados dessa forma", declarou.

Com Ribera no comando, a seleção masculina obteve seu melhor resultado em Olimpíadas, com o sétimo lugar e alcançando pela primeira vez a fase de quartas de final. Também foi o melhor resultado em Mundiais, com a 13ª colocação na competição disputada em 2013.

"Crescemos em todos os campos. O handebol brasileiro definitivamente deu um passo à frente. Foi um trabalho árduo dos clubes e da Confederação Brasileira que possibilitou esse desenvolvimento", disse o treinador, que já vai comandar a Espanha no Mundial a ser disputado em janeiro do próximo ano, na França.

A Confederação Brasileira de Handebol ainda não anunciou o nome do substituto de Ribera. "Para nós é uma tristeza enorme perder um profissional com a qualidade e determinação que o Jordi tem. Poucas pessoas no mundo têm tanta dedicação no esporte quanto ele. Agora, nosso papel é, com a cabeça fria, estudar as possibilidades que nós temos para a substituição dele", disse o presidente da confederação, Manoel Luiz Oliveira.

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