Andre Lessa/AE
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Ricardinho diz que temeu ser cortado da seleção de vôlei

Convocado após anos de ausência, o levantador não teve grandes atuações na ruim campanha na Liga Mundial

Agência Estado, AE

26 de julho de 2012 | 13h04

LONDRES - O levantador Ricardinho admitiu nesta quinta-feira, 26, que temeu ser cortado da Olimpíada de Londres, depois da fraca campanha da seleção brasileira masculina de vôlei na Liga Mundial. A confirmação da convocação, segundo ele, facilitou sua readaptação ao grupo. "Fiquei aliviado quando o Bernardinho confirmou a convocação. Tive mais paz para treinar", revelou.

Convocado após anos de ausência da seleção, motivada por um desentendimento com o técnico Bernardinho, o levantador não teve grandes atuações na decepcionante campanha na Liga Mundial, quando a equipe brasileira sequer chegou na semifinal.

Apesar do resultado ruim, Ricardinho garantiu que o time tem condições de se recuperar. "É claro que o resultado na Liga deixou a todos preocupados, mas é preciso lembrar que esse é um time habituado a dar a volta por cima. Não será a primeira vez que esse time supera uma desconfiança", comentou.

A definição dos atletas convocados, na avaliação do levantador, também facilitou o entrosamento entre os jogadores, o que pode melhorar o desempenho da seleção. "Me sentia meio sufocado com a indefinição, tinha muitos companheiros. É sempre melhor trabalhar com um grupo menor".

O ponteiro Dante também destacou o bom ambiente e apostou em um bom resultado na Olimpíada. "Desde que voltamos a Saquarema até chegarmos a Londres, o clima está sendo o melhor possível, sabemos do nosso potencial, da nossa força e vamos brigar muito por uma medalha, para estarmos na final, para lutar pelo tricampeonato olímpico", salientou o atleta, totalmente recuperado do problema nas costas e da tendinite no joelho direito que o atrapalhou durante a Liga Mundial.

Outra arma da equipe pode ser a variação de jogo. Para o levantador Bruninho, ele tem um estilo complementar ao de Ricardinho, ampliando as opções táticas do treinador. "É claro que o Bernardinho vai nos usar para ter uma diversidade maior. Nossos adversários têm características diferentes e nós podemos mudar o ritmo de jogo, atrapalhar o nosso rival", explicou Bruninho.

O Brasil estreia domingo na Olimpíada contra a Tunísia, em partida válida pelo Grupo B, que conta ainda com Rússia, Estados Unidos, Sérvia e Alemanha.

 

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