Ricardo Gomes festeja evolução

Técnico são-paulino, porém, reconhece que o time ainda está longe do ideal e precisa melhorar muito

Giuliander Carpes, O Estadao de S.Paulo

20 de julho de 2009 | 00h00

A atuação não foi maravilhosa - e nem poderia, já que a equipe vem mal durante toda a temporada. Mas não havia um jogador são-paulino que deixasse de mencionar: o time se reencontrou. "Vencer um clássico pode dar para a gente força para uma arrancada e ficarmos mais muitos jogos sem perder", afirmou o volante Richarlyson. O técnico Ricardo Gomes, porém, foi mais realista. "A equipe ficou mais viva, mas temos de melhorar bastante", disse. "Tivemos 20 minutos de bom futebol em cada tempo e depois uma queda. O resumo foi esse. É uma equipe que está ainda longe da expectativa geral."Os jogadores estavam visivelmente aliviados. Os seguidos tropeços fazem parte de uma situação a que não estão acostumados. Mas os próprios atletas estão cientes de que colaboraram com a crise quando deixaram de se entregar totalmente em campo como nos anos anteriores. "Quando a gente consegue reencontrar esse espírito, volta a ser uma equipe vencedora, uma equipe que chega", entusiasmou-se Hernanes, que ontem voltou a atuar como segundo volante, sua posição de origem. "Nós sabemos que temos um bom time, mas dentro de campo não estávamos com aquela antiga pegada", reconheceu Richarlyson.Ricardo Gomes voltou a utilizar o esquema preferido de Muricy Ramalho, o 3-5-2, mas pela primeira vez com uma formação mais veloz do meio para frente. "Foi a primeira vez que jogamos assim e eu gostei. O Washington recebeu bolas de tudo que é lado", explicou o técnico. "Temos uma nova forma de jogar. Sentia que precisava de um time mais rápido. Vamos tentar evoluir. Está longe do ideal. O domínio no meio-campo foi importante. Mas tem que durar os 90 minutos." O treinador também percebeu, pela primeira vez, uma mudança na postura da equipe. Ricardo Gomes estava com dificuldades para motivar um time acostumado aos títulos, até certo ponto acomodado. Ontem, comemorou por ter verificado que dedicação não faltou em nem sequer um minuto. "A atitude foi muito boa, e temos de ter a clareza de que, toda vez que não tivermos isso, os adversários vão se impor", explicou. "E não basta apenas a dedicação, o trabalho tático, sem o resultado. A vitória e os três pontos foram o mais importante de tudo hoje (ontem)."

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