Ricardo Gomes sofre AVE no clássico e passa por cirurgia

Técnico vascaíno sente-se mal durante a partida e vai para hospital em estado grave; operação é considerada bem-sucedida

Leonardo Maia / RIO, O Estado de S.Paulo

29 de agosto de 2011 | 00h00

É grave o estado de saúde de Ricardo Gomes. O técnico do Vasco sofreu um acidente vascular encefálico hemorrágico durante o clássico com o Flamengo (que terminou empatado por 0 a 0), ontem, no Engenhão. Enquanto transcorria o segundo tempo da partida, foi atendido pelos médicos das duas equipes e levado de ambulância para o Hospital Pasteur. Lá, passou por cirurgia, que durou mais de três horas, considerada bem-sucedida pela equipe médica. Em seguida, Gomes foi encaminhado para a UTI. Só daqui a 72 horas será possível detectar se houve sequelas.

Ainda no estádio, foi diagnosticada uma isquemia leve, mas, após um exame mais apurado, foi constatada a gravidade de seu estado de saúde. O treinador, que chegou consciente ao hospital e posteriormente foi sedado, acabou sendo encaminhado diretamente para a Unidade de Terapia Intensiva. Os médicos chegaram à conclusão de que Ricardo Gomes deveria passar por uma cirurgia para conter a hemorragia no cérebro.

Responsável pelo atendimento inicial ao técnico, o diretor médico do Vasco, Clóvis Munhoz, comentou o que constatou em um primeiro momento de análise: "houve um quadro de aumento de pressão. Pareceu uma isquemia transitória, mas apenas serão necessários exames mais aprofundados", esplicou o especialista.

Ricardo Gomes começou a passar mal aos 20 minutos do segundo tempo do clássico carioca. Ele se sentou no banco de reservas e levou a mão à boca. O médico da seleção e do Flamengo, José Luiz Runco, também auxiliaram no atendimento inicial.

Na chegada ao Hospital Pasteur, do qual Runco é um dos sócios, o presidente do Vasco, Roberto Dinamite, estava com o técnico e demonstrava grande preocupação.

Segundo acidente. O problema de ontem não é o primeiro acidente vascular que sofre Ricardo Gomes. Quando ainda estava no São Paulo, em fevereiro do ano passado, o treinador sentiu sintomas semelhantes após um clássico com o Palmeiras.

No entanto, os médicos do clube trataram o derrame como uma vasculite, de consequências menos graves. O técnico ficou três dias internado no Hospital São Luiz e voltou a trabalhar uma semana depois.

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