Ricardo Gomes tem recuperação positiva

Pós-cirúrgico do técnico do Vasco está evoluindo bem, segundo boletim médico, embora ainda haja o risco de morte

Bruno Lousada / RIO, O Estado de S.Paulo

30 de agosto de 2011 | 00h00

Depois da cirurgia realizada com sucesso no domingo à noite para drenagem do sangue do coágulo causada pelo Acidente Vascular Encefálico (AVE) hemorrágico, o estado de saúde do técnico do Vasco, Ricardo Gomes, continua grave, mas estável. Exames neurológicos aos quais foi submetido indicaram que suas funções orgânicas estão dentro do esperado.

O treinador, no entanto, permanece sedado e respirando com a ajuda de aparelhos, segundo boletim médico divulgado ontem à tarde pelo Hospital Pasteur, no Méier, onde está internado desde domingo, quando passou mal durante o segundo tempo do clássico entre Flamengo e Vasco, no Engenhão.

De acordo com os médicos do hospital, o pós-cirúrgico de Ricardo Gomes, de 46 anos, está evoluindo bem, sem apresentar intercorrências. "No momento, não há previsão de novos procedimentos. Ainda é muito precoce para avaliação da possibilidade de sequelas", informou o boletim.

"Mesmo que ele tenha sequelas, dá para reverter isso", disse o médico do Vasco, Clóvis Munhoz, certo de que o risco de morte ainda existe, embora a chance de Ricardo Gomes sobreviver "tenha aumentado" por causa da rapidez no atendimento, da infraestrutura do hospital e da capacidade da equipe médica.

"Não é esperada nestas primeiras 72 horas uma grande melhora. Não ter piorado já é uma grande vitória", afirmou Fernando Gjorup, diretor médico do hospital. Muitos jogadores e dirigentes do Vasco estiveram ontem no local para obter mais informações e transmitir força para os familiares do treinador.

Abatido, o time do Vasco se reapresentou ontem em São Januário para o jogo de amanhã, contra o Ceará, no Rio. As tradicionais brincadeiras entre os jogadores sumiram. Ninguém esboçou sorrisos e o semblante de todos era de preocupação. Faltava Ricardo Gomes ali para distribuir os coletes e iniciar o coletivo entre os reservas.

Cabisbaixo, o goleiro Fernando Prass, o meia Juninho Pernambucano e outros titulares surgiram no gramado e fizeram apenas treinamento leve. Muitos ali não dormiram direito e, do roupeiro ao atacante, todos sonham com a rápida recuperação do treinador.

"Não pensar nisso (no estado de saúde de Ricardo Gomes) é impossível. A gente não é máquina", disse o goleiro Fernando Prass. "Só nos resta rezar."

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.