Mauricio Kaye/Divulgação
Mauricio Kaye/Divulgação

Ricardo: O importante é sempre sonhar

De pegador de bola, Ricardo vira jogador, brilha nas areias e agora recomenda extrema dedicação

Paulo Favero, O Estado de S.Paulo

30 de abril de 2013 | 02h12

SÃO PAULO - Ao lado de Zé Marco, Ricardo ganhou a primeira medalha olímpica masculina do Brasil no vôlei de praia. A prata mostrava para ele que o caminho que estava sendo trilhado era certo. Depois ganhou o ouro inédito ao lado de Emanuel e a dupla ainda obteve um bronze em 2008. "Tivemos oito anos maravilhosos, onde vencemos todos os torneios. Tenho muito orgulho de tudo o que conquistei e de todo o esforço que fiz para chegar até aqui. Hoje vejo meu filho, Pedro, de 16 anos, trilhando o caminho dele na areia, conseguindo resultados importantes, e eu quero seguir jogando em alto nível por alguns anos ainda", avisa Ricardo, que atualmente faz dupla com Álvaro Filho.

Tudo começou quando ele pegava bola para o primo Paulão, em Salvador, que formou uma grande dupla com Paulo Emílio. "Eu estava sempre ali por perto, passei a ter contato com o vôlei de praia por causa dele. Comecei a treinar, participar de alguns campeonatos e me destaquei. Em alguns anos já estava disputando o Circuito Mundial", conta. Bastante humilde, Ricardo rejeita o rótulo de herói nacional. "Não sei se sou um dos maiores nomes do vôlei de praia. Mas sempre quis estar entre os melhores, sempre quis buscar o meu espaço, lutar por títulos e representar bem o Brasil."

Ele sabe que muitas crianças olham para esses vencedores olímpicos e buscam inspiração. Aos 38 anos, ele aponta o caminho das pedras. "Elas devem buscar os sonhos e lutar por eles, porque nada acontece por acaso e nada cai do céu. Vencer no esporte requer dedicação, foco, disciplina e vontade. Sem isso não se chega a lugar algum. O esporte é maravilhoso por tudo o que proporciona, mas é preciso objetivo e muito sacrifício."

Como não poderia deixar de ser, Ricardo quer disputar os Jogos de 2016 no Rio. Ele explica que esse é o objetivo de todos os atletas brasileiros de alto nível e não pretende deixar a bola cair. "Quero jogar e buscar uma medalha. Troquei de parceiro há pouco tempo e ainda estamos entrando na melhor sintonia, ajustando a dupla, encontrando o melhor jogo. O Álvaro é um jogador jovem, mas de muito talento, e temos tudo para formar um time forte", opina o campeão olímpico.

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