Rico usa surf para ajudar carentes no Rio

Com o objetivo de formar futuros profissionais que vivam do surf e ao mesmo tempo ajudar crianças carentes, o surfista Rico de Souza, de 51 anos, inaugurou nesta quarta-feira, no Recreio dos Bandeirantes, na zona oeste, uma escola de capacitação de conserto de pranchas, na Casa de Cultura Édson Sá. Segundo ele, o objetivo é provar que os jovens podem sobreviver do esporte, além de evitar que entrem em contato com o crime e as drogas. ?O surf dá futuro e é um meio de tirá-las das ruas. Existem poucas oficinas que consertam pranchas e esta é uma profissão que oferece um lucro espetacular?, afirmou Rico. ?Estou fornecendo o material e o local. Mas vale frisar que sem força de vontade e dedicação de nada vai adiantar o que estou fazendo.?A intenção de Rico é conciliar o centro de capacitação com os estudos das crianças. Serão dois turnos de aulas para atender àquelas que estudem pela manhã e às outras do período noturno. Dois professores estarão à disposição dos alunos e o próprio Rico deve aparecer, ?de vez em quando?, para supervisionar o andamento do projeto.Rico, tricampeão brasileiro de longboard profissional (1987, 1988 e 1989), lembrou que, antes de se tornar um surfista, começou nesta profissão. ?Consertava pranchas no Leblon, em 1966, em um local não muito apropriado. Aos poucos, fui entendendo o sistema de fabricação delas e comecei a ganhar algum dinheiro?, disse.De acordo com o projeto, o curso terá duração de três a quatro meses, com três aulas semanais, com capacidade para cerca de 40 crianças. ?Depois deste período, vamos ver quem está realmente interessado para começarem a ganhar dinheiro?, contou Rico. ?Faço trabalho social há mais de 20 anos e tudo por puro prazer. Acho que todos deveriam fazer um pouquinho para ajudar.? E a oficina de capacitação não é a única criação de Rico. Ele também possui duas escolas para o ensino da prática de surf, atendendo mais jovens carentes. Uma também fica no Recreio, próximo a Casa de Cultura Édson Sá, e outro na Barra da Tijuca, ambas na zona oeste.Força - O surfista Phil Rajzman, primeiro brasileiro a ganhar uma etapa do Campeonato Mundial de Longboard, foi prestigiar a inauguração da oficina. ?É uma atitude super legal do Rico. Estamos precisando de locais para o conserto de pranchas?, afirmou. ?Além disso, tal idéia evita que as crianças fiquem na rua e tenham acesso às drogas.?

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