Jordan Strauss/Invision/AP
Jordan Strauss/Invision/AP

Rihanna recusa realizar tradicional Show do Intervalo no Super Bowl

Cantora disse 'não' em apoio a atleta da NFL que protestou contra a violência da policia com negros; Maroon 5 aceitou

Redação, O Estado de S.Paulo

03 Fevereiro 2019 | 04h30

A última edição do Super Bowl teve audiência de 103 milhões de telespectadores nos EUA e registrou mais de 170 milhões de interações nas redes. Toda esta exposição faz a final do futebol americano ultrapassar os limites esportivos e se tornar um evento gigantesco. Por isso, os artistas sabem o impacto e a projeção que ser escolhido para participar do Show do Intervalo pode ter em suas carreiras.

Nesse ano, porém, a NFL ouviu um 'não'. A cantora Rihanna recusou o convite em apoio ao jogador Colin Kaepernick. A banda Maroon 5 aceitou e terá como convidados os rappers Travis Scott e Big Boi. A lenda do soul Gladys Knight ficará encarregada do hino nacional.

A recusa de Rihanna mexeu com o país. O ex-quarterback do San Francisco 49ers é pivô de uma polêmica racial nos EUA. Em 2016, antes de um jogo, ele se ajoelhou durante o hino nacional como forma de protesto contra a violência policial com negros. O gesto foi repetido por outros esportistas e abriu debate na sociedade. O ato, porém, acabou sendo reprovado pelo presidente Donald Trump, que pediu aos donos das franquias que demitissem todos os atletas da NFL que apoiassem o movimento. Desde então, Kaepernick não conseguiu emprego na modalidade.

Com sua posição, Rihanna abriu mão de dinheiro. Como efeito de comparação, o Spotify, serviço de streaming de música, registrou crescimento de 153% na execução das canções de Justin Timberlake após o show na última edição do Super Bowl. Já em 2017, Lady Gaga vendeu cerca de 150 mil álbuns e canções nas plataformas digitais nos EUA, contra as 15 mil do dia anterior ao evento.

Michael Jackson, Rolling Stones, Paul McCartney, Madonna, U2 e The Who são alguns dos nomes que também já se apresentaram em uma decisão.

E não são apenas os artistas que se aproveitam do momento. Inserções comerciais ganham destaque no jogo. O Super Bowl é tradicionalmente o dia que as grandes marcas deixam para apresentar lançamentos, produtos ou para reforçarem sua posição no mercado. Essa publicidade custa caro.

Detentora dos direitos de transmissão da partida em 2019, a emissora norte-americana CBS está cobrando aproximadamente US$ 5,3 milhões (R$ 20 milhões) por anúncios de 30 segundos, aponta a revista Adweek, voltada para o ramo publicitário. No ano passado, a NBC Universal, emissora responsável pela transmissão do evento, arrecadou mais de US$ 500 milhões (R$ 1,8 bilhão) só com publicidade da final.

RISCO

Uma crise de combustível no México quase atrapalhou a exportação de abacate para os EUA. E o que isso tem a ver com o Super Bowl? O produto é utilizado no guacamole, aperitivo tradicional entre os telespectadores. Produtores da região estimavam exportar 120 mil toneladas da fruta para atender a demanda da final, 20 mil toneladas a mais do que em 2018. A expectativa é que os americanos também consumam 1,38 bilhão de asas de frango em toda a semana do Super Bowl.

 

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