Rio 2016 abrirá portas a outras cidades da América do Sul, diz Nuzman

'Rio vai ser o exemplo de cidade que mudou a partir dos Jogos Olímpicos', diz presidente do COB

EFE

07 de abril de 2011 | 15h54

LONDRES - O presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Arthur Nuzman, afirmou nesta quinta-feira em Londres que a Olimpíada de 2016, no Rio de Janeiro, "abrirão as portas para outras cidades da América do Sul" realizarem o evento esportivo.

 

"Os Jogos do Rio vão ser, em geral, um exemplo para o mundo. O Rio vai ser o exemplo de cidade que mudou a partir dos Jogos Olímpicos", disse Nuzman em entrevista à Agência Efe.

 

O dirigente, que também é membro do Comitê Olímpico Internacional, está em Londres desde o último domingo e ficará até o próximo sábado como integrante de uma delegação da entidade que faz visita oficial à próxima sede dos Jogos, em 2012.

 

Embora tenha preferido não se pronunciar sobre quais países sul-americanos poderiam receber o evento no futuro, Nuzman disse acreditar que os Jogos do Rio representarão um ponto de virada para que este cenário de concretize.

 

Nuzman também aproveitou sua visita à capital britânica para fechar um acordo com o centro poliesportivo de Crystal Palace, que será a sede de treinos dos atletas brasileiros nos Jogos de 2012.

 

Motivado pela imagem deixada por Barcelona após os Jogos de 1992, e inspirado pelos projetos apresentados por Londres, o dirigente disse que estes serão os modelos de organização a serem seguidos pelo Rio nos próximos cinco anos.

 

"Vamos seguir tudo o que eles fazem. Londres vai ser a inspiração do Rio para os Jogos de 2016, e também vamos usar o exemplo de Bracelona", explicou.

 

Além dos preparativos, o presidente do COB disse pensar no futuro da capital fluminense após os Jogos, no legado será deixado pelo evento e na nova imagem que o Rio passará ao mundo.

 

Segundo Nuzman, um dos maiores benefícios que a cidade terá com a realização dos Jogos é a linha 4 do metrô, que classificou como "uma obra incrível".

 

Além disso, o dirigente destacou "as ações de segurança pacificadoras" em favelas, a renovação da zona portuária, as construções para a

implementação do sistema de transporte BRT (Bus Rapid Transit) e a criação de 5 mil novos leitos em hoteis, para um total de 34 mil.

 

Apesar de um dos temas surgidos nas últimas entrevistas do COI em Londres ter sido sobre a forma como a organização dos Jogos de 2016 poderia ser prejudicada com a proximidade entre a Copa do Mundo de 2014 e o evento olímpico, os representantes do COB que viajaram à capital britânica disseram ver apenas vantagens nessa relação.

 

"Sediar a Copa em 2014 nos ajudará muito, especialmente com as infraestruturas que já estarão prontas na cidade do Rio", afirmou à Agência Efe um dos porta-vozes da organização dos Jogos de 2016.

 

"Algumas das instalações que vamos utilizar para os Jogos serão as mesmas. Só precisaremos adaptá-las", acrescentou.

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