Fabio Motta/Estadão
Fabio Motta/Estadão

Rio-2016 já tem seu sistema de dados para os Jogos Olímpicos

Testes tentam evitar 'penetração' de hackers no sistema

MARCIO DOLZAN, O Estado de S.Paulo

08 de abril de 2015 | 16h56

O Comitê Rio-2016 inaugurou nesta quarta-feira o Laboratório de Testes de Integração (ITL, na siga em inglês) da Olimpíada do próximo ano. Instalado no próprio comitê, o laboratório deverá realizar 200 mil horas de testes dos sistemas de transferência de dados que serão utilizados nos Jogos Olímpicos, incluindo a transmissão instantânea dos resultados das provas.

Sob responsabilidade da Atos, empresa francesa parceira do Comitê Olímpico Internacional (COI), o laboratório será responsável por garantir o funcionamento de todo o sistema de tecnologia de informação dos Jogos do Rio. Os serviços do portal de recrutamento e treinamento dos 70 mil voluntários e de fornecimento de 300 mil credenciais faz parte do pacote.

Como a transmissão de dados pode atrair a ação de hackers, o que permitiria, por exemplo, a adulteração de resultados, o sistema passa por enorme vigilância. "Tudo o que é entregue (dados) tem monitoração 24 horas por dia, nos sete dias da semana", assegura Elly Resende, diretor de tecnologia do Rio-2016.

Marcelo Grimaldi, gerente de operações de TI da Atos para o Rio-2016, disse que "sempre existe" o risco de uma invasão virtual nesses casos, mas garantiu que o sistema é seguro. "Utilizamos uma rede totalmente isolada, que não tem conectividade com a internet, o que aumenta a segurança e dificulta ainda mais a ação externa."

O laboratório ocupa uma área de 1.272 metros quadrados e é dividido em células. Elas são responsáveis por fazer os testes de cada uma das 42 modalidades olímpicas e paralímpicas, e serão deslocadas para os locais dos eventos-teste quando eles forem realizados, a partir de julho. Na Olimpíada, as células serão instaladas em cada um dos locais de competição.

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