Fábio Motta/Estadão
Fábio Motta/Estadão

Rio-2016 revisa custos para evitar rombo nas contas

Comitê trabalha com orçamento de R$ 7,4 bilhões para os Jogos

MARCIO DOLZAN, Estadão Conteúdo

06 de outubro de 2015 | 16h08

Numa tentativa de não estourar seu orçamento e acabar tendo de recorrer ao governo federal para evitar um rombo em suas contas, o Comitê Rio-2016 está passando por nova revisão de seus custos para a Olimpíada. A entidade, que trabalha com um orçamento de R$ 7,4 bilhões, solicitou a todos os seus departamentos que revejam os gastos e promovam alguns cortes.

Responsável pela operação dos Jogos Olímpicos do Rio-2016, o comitê trabalha com recursos exclusivamente privados. Quando a cidade ganhou o direito de sediar os Jogos, porém, foi estabelecido que um eventual déficit seria bancado pelo governo federal - até o teto de US$ 700 milhões (R$ 2,7 bilhões).

"Estamos revendo todos os gastos para termos a certeza de que eles batam os R$ 7,4 bilhões", confirmou o Comitê Rio-2016. "Trabalhamos com um orçamento equilibrado. O comitê não precisa dar lucro, mas também não pretende ter prejuízo. Não queremos utilizar dinheiro público."

Segundo a entidade, os cortes previstos não trarão nenhum tipo de prejuízo à operação da Olimpíada. Como exemplo, foi citada a diminuição na impressão de materiais ou mesmo a eliminação de divisórias internas em estruturas temporárias.

Em julho, o presidente do Comitê Rio-2016, Carlos Arthur Nuzman, já havia confirmado que a entidade passava por readequação em suas contas.

"É uma dinâmica que o comitê tem para poder ter equilibradas as suas finanças. Há necessidade em algumas áreas de aumento de recursos, e há outras em que um equacionamento tem que ser feito. E é isso que está sendo feito desde que nós ganhamos e será assim até os Jogos", afirmou Nuzman, durante evento nos Jogos Pan-Americanos de Toronto, no Canadá.

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