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Rio aposta na emoção em reta final por 2016

Ministro dos Esportes, Orlando SIlva, afirma que os Jogos criarão 120 mil empregos no País

Pedro Fonseca, REUTERS

30 de setembro de 2009 | 14h39

A emoção é a aposta final do Rio de Janeiro para conquistar a Olimpíada de 2016, e estará presente tanto no último vídeo da apresentação da cidade como no discurso que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fará aos eleitores do Comitê Olímpico Internacional (COI).

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A última apresentação de Rio, Chicago, Tóquio e Madri antes da votação de sexta-feira é vista como decisiva para conquistar eleitores ainda indecisos. A escolha pela sensibilização foi tomada porque o Rio acredita já ter provado sua capacidade técnica de receber o evento, disse o ministro dos Esportes, Orlando Silva, nesta quarta-feira.

Em entrevista a caminho da capital dinamarquesa, onde se encontrará com o presidente Lula e as demais autoridades da campanha do Rio, o ministro disse ainda que os Jogos criarão 120 mil empregos no País até 2016 e afirmou que um eventual sucesso olímpico não será utilizado politicamente na eleição presidencial de 2010. Veja a seguir os principais trechos da entrevista:

RETA FINAL DE CAMPANHA

"O nosso sentimento geral é de dever cumprido. Nós percebemos que tudo que era possível ser feito foi feito. Nos dá muita satisfação o fato de a avaliação técnica feita pelo COI ter indicado que o projeto do Rio é um projeto consistente, forte, que dá segurança ao COI que podemos realizar a Olimpíada.

Até aqui nós consumimos muito esforço com o trabalho técnico, porque ainda existia algum tipo de desconhecimento com relação ao Brasil, então nós precisávamos demonstrar capacidade de realizar. Os outros concorrentes já realizaram Jogos Olímpicos, mas o Brasil nunca, então ficamos muito focados em demonstrar tecnicamente a consistência da nossa proposta, a sustentabilidade dos nossos projetos."

"SENSIBILIZAÇÃO"

"Agora é a hora da última sensibilização. Vamos ter uma abordagem para valorizar o emocional, valorizar o futuro, a perspectiva, a ideia de legado para a juventude que o COI pode deixar para o Brasil.

O presidente Lula tem um discurso formado, mas pode mudar algumas coisas. Parte da abordagem dele também vai tratar o novo posicionamento do Brasil no cenário internacional, e esse novo posicionamento se combina inclusive com um protagonismo internacional. Demonstrar que entre as 10 maiores economias do mundo apenas o Brasil nunca realizou Jogos Olímpicos é sinal de que há algo a ser feito."

EFEITO OBAMA

"Essa decisão em Copenhague ganhou um brilho com a presença dos chefes de Estado. É a primeira vez que um presidente dos EUA participa de uma sessão do COI. Como se trata da maior potência do planeta, isso eleva muito em patamar a importância dessa decisão. Mas, na minha percepção, não (desequilibra a disputa para Chicago).

O presidente Barack Obama, o primeiro-ministro do Japão, Yukio Hatoyama, o primeiro-ministro da Espanha (José Luiz Zapatero) e o rei Juan Carlos são personalidades mundiais muito importantes, como também é muito importante o presidente Lula, uma personalidade de grande repercussão internacional. A presença do presidente Lula equilibra a disputa do ponto de vista de peso político e liderança internacional. No entanto, mais importante que a presença dos chefes de Estado, é conversarmos com cada membro do COI. São eles que vão decidir."

GERAÇÃO DE EMPREGOS

"A realização da Olimpíada é um grande investimento para o País, que trará um retorno econômico. Percebemos que com a realização dos Jogos Olímpicos, a preparação até 2016 vai produzir 120 mil novos empregos no Brasil, contribuindo para o desenvolvimento da economia nacional. E percebemos que, dos Jogos até 2027, vai haver 130 mil novos empregos, porque uma série de demandas, como no caso do turismo, vão impactar positivamente a economia.

Outro número: para cada real investido pelo governo na Olimpíada, vai haver 3,2 reais de investimento privado, porque o governo inicia o investimento, mas há toda uma cadeia produtiva que será ativada."

GANHO ESPORTIVO

"Acredito que sobretudo vai impor um tema que o Brasil ainda precisa consolidar, que é vincular o esporte à educação. Essa é uma debilidade importante que nós temos, e creio que haverá uma grande mobilização nacional para promover um desenvolvimento no conjunto do esporte brasileiro.

Todo país do mundo relevante do ponto de vista esportivo tem na escola a formação da base dos talentos e na universidade um espaço prioritário de competições de bom nível e preparação desses atletas para grandes competições internacionais."

ELEIÇÃO 2010

"Os compromissos firmados pelos governantes são compromissos firmados entre o Estado brasileiro e a Fifa (no caso da Copa do Mundo de 2014), do Estado brasileiro com o COI. Independentemente do governante de momento, o compromisso é do Estado brasileiro. Não seria nem correto fazer uma caracterização política da campanha olímpica. Será uma vitória do Brasil."

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