Rio cria núcleo contra violência das torcidas

A chefe de Polícia Civil do Rio, Martha Rocha, anunciou ontem a criação do Núcleo de Combate e Prevenção às Ações de Torcidas, para aumentar a eficiência no combate aos crimes cometidos por torcedores organizados.

LEONARDO MAIA / RIO, O Estado de S.Paulo

28 de agosto de 2012 | 03h03

A medida faz parte do planejamento para a Copa das Confederações e a Copa do Mundo, e foi efetivada depois da prisão, no sábado, de 21 integrantes da Young Flu, torcida uniformizada do Fluminense, que agrediram dois torcedores do Vasco, no sábado.

"Estamos olhando para os grandes eventos, não apenas para o futebol. Onde houver um grande evento, esse núcleo vai atuar", disse Martha, que pretende se reunir com os presidentes dos quatro grandes clubes para coibir a distribuição gratuita e venda exclusiva de ingressos para integrantes de organizadas envolvidos em atos de violência.

A criação do núcleo pretende dinamizar e unificar as investigações sobre os crimes cometidos por tais grupos. Anteriormente, os casos eram investigados pelas delegacias responsáveis pelas regiões onde os crimes ocorriam. Agora, as delegacias especializadas vão trabalhar em conjunto, cada uma em sua respectiva área. Vão integrar o núcleo a Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI), a Delegacia de Defraudações (DDEF), a Delegacia do Consumidor (Decon), a Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), a Delegacia da Criança Vítima (DCAV) e a Delegacia Especial de Atendimento ao Turista (DEAT).

No último dia 19, o vascaíno Diego Martins Leal foi morto a tiros por integrantes da Torcida Jovem do Flamengo. A chefe da Polícia Civil, Martha Rocha, enviou representação para a Procuradoria Geral de Justiça para que sejam adotadas medidas restritivas contra os membros da torcida. Na semana passada, a Justiça decretou a suspensão da Força Jovem do Vasco dos estádios por seis meses, pelo assassinato do flamenguista Bruno de Santa Ana Saturnino, em maio. O Ministério Público do Rio instaurou inquérito para verificar se a morte de Diego foi uma retaliação ao ataque a Bruno.

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