Leo Correa/AP
Leo Correa/AP

Rio descarta meta de despoluir 80% da Baía de Guanabara até 2016

Pelos cálculos da secretaria do Ambiente são necessários R$ 10 bilhões somente para universalizar o saneamento básico no entorno

MARIANA DURÃO, Estadão Conteúdo

23 de janeiro de 2015 | 15h21

A meta de sanear 80% da Baía de Guanabara até os Jogos Olímpicos de 2016 está descartada, afirmou o novo secretário estadual do Ambiente do Rio de Janeiro, André Corrêa. O compromisso foi assumido pelo governo Sergio Cabral (PMDB) durante a campanha para a escolha do Rio como cidade sede da competição.

"Não vai acontecer", disse Corrêa de forma taxativa durante entrevista coletiva sobre a situação de abastecimento de água no Estado. Questionado se as autoridades olímpicas já foram informadas a respeito do descumprimento da meta, o secretário afirmou que "não cuidou disso".

Pelos cálculos da secretaria do Ambiente são necessários R$ 10 bilhões somente para universalizar o saneamento básico dos municípios no entorno da Baía de Guanabara. O secretário criticou o programa de despoluição da Baía de Guanabara, adotado após a ECO-92, afirmando que o volume financiado nos últimos anos, cerca de R$ 1,2 bilhão, não é nem 1% do necessário. Para Corrêa houve um erro quando se comunicou à população que o programa despoluiria a baía.

Apesar de descartar o cumprimento da meta, Corrêa afirmou que não há risco de doença para os atletas porque a qualidade da água nas raias que serão usadas para competições de vela é uma das melhores da Baía de Guanabara e que a maior preocupação é com o lixo flutuante.

A Secretaria do Ambiente vem mantendo conversas com o técnico da seleção brasileira de iatismo, Torben Grael, com Axel Grael, engenheiro ambiental e velejador brasileiro e a Cedae. A ideia é avaliar a situação detalhadamente e chegar a uma conclusão precisa sobre o que será possível fazer após o carnaval.

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