Arquivo/AE
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Rio fica com 2016 por mérito, não por estar na América do Sul

'Escolhemos o Brasil devido à qualidade [do projeto]. O propósito dos Jogos não é servir à opinião pública'

Brian Homewood, REUTERS

14 de janeiro de 2010 | 12h47

O Rio de Janeiro conquistou o direito de organizar os Jogos Olímpicos de 2016 por méritos e não por sua localização geográfica, disse nesta quinta-feira o presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI).

"Ficamos felizes por ir para o Brasil e para a América do Sul pela primeira vez sabendo que esses serão bons Jogos, mas não escolhemos o Brasil porque a América do Sul nunca tinha feito uma Olimpíada antes", disse Rogge a repórteres.

"Escolhemos o Brasil devido à qualidade [do projeto]. O propósito dos Jogos Olímpicos não é servir à opinião pública por um país ou uma região. Os Jogos estão lá para os atletas. Os atletas só têm em média duas chances de disputar uma Olimpíada, e nós queremos bons Jogos para os atletas", acrescentou. "Se, ao mesmo tempo, nós podemos ir para uma região que nunca organizou os Jogos, ficamos felizes com isso."

Rogge negou que os custos de organização de uma Olimpíada tenha subido demais, afirmando que os governos decidem por conta própria investir nas cidades para coincidir com a realização do evento. "Em 2002, nós estudamos 117 medidas diferentes com o objetivo de reduzir ou cortar custos. Noventa por cento dessas 117 medidas foram implementadas", disse ele. "A mais visível é o teto de 10.500 atletas na vila, nós não queremos mais, e, acreditem, há pressão por um aumento", afirmou o dirigente,

"A segunda medida é que nós somos muito rigorosos com o legado esportivo. Não queremos elefantes brancos, nós obrigamos que o número de assentos seja militado e controlado, e os estádios construídos de forma que também seja útil para a cidade depois dos Jogos." Rogge acrescentou: "O principal fator de custo é o atleta, porque o atleta é o centro dos Jogos."

"Há uma confusão sobre os custos básicos de uma Olimpíada e os custos das obras na cidade. Pequim construiu um aeroporto totalmente novo, mas não usou ele porque não era necessário para os Jogos Olímpicos (2008). O aeroporto atual era absolutamente adequado, não podemos pôr um novo aeroporto, mas isso era algo que os chineses achavam importante", disse. "Atenas decidiu ter um novo metrô para os Jogos (2004) e uma linha de trem entre o aeroporto e a cidade, e decidiu construir um novo aeroporto, nada disso foi pedido.

"Eles usaram a oportunidade para fazer alguns investimentos, uma vez que os Jogos criaram um clima político adequado para isso."

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