Tasso Marcelo/AFP
Tasso Marcelo/AFP

Rio garante qualidade da água na Olimpíada e desqualifica estudo

Comitê Rio-2016 assegura Baía de Guanabara e Lagoa Rodrigo de Freitas 'aptos para os atletas' nos Jogos e contraria estudo da AP

MARCIO DOLZAN, Estadão Conteúdo

02 de dezembro de 2015 | 16h05

O Comitê Rio-2016 assegurou nesta quarta-feira que as competições de vela, canoagem de velocidade e remo serão realizadas na Baía de Guanabara e na Lagoa Rodrigo de Freitas com os locais "aptos para os atletas" durante os Jogos Olímpicos do próximo ano. A entidade se posicionou após um novo estudo encomendado pela agência de notícias The Associated Press (AP) apontar que as águas têm níveis de vírus patógenos equivalentes ao de esgoto bruto.

"Vamos fazer as competições na baía, em Copacabana e nos demais locais programados. As águas estarão aptas para os atletas. Estamos seguindo as recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS) e realizando os testes bacteriológicos", informou o Rio-2016.

Tanto o comitê quanto o Instituto Estadual do Ambiente (Inea), responsável pelo monitoramento das águas, destacaram que seguem os padrões internacionais - que tratam apenas da observação de marcadores bacterianos, e não virais, nas águas.

Uma primeira leva de estudos e análises, que a AP encomendara em julho passado, detectou a presença de vírus que causam doenças diretamente relacionadas ao contato com o esgoto em níveis até 1,7 milhão de vezes ao que seria considerado muito alarmante nos Estados Unidos ou na Europa. À época, a reportagem citava resultados de estudos realizados por uma universidade privada do Rio Grande do Sul.

Assim como acontecera na ocasião, nesta quarta-feira o instituto ambiental voltou a se posicionar e rechaçou os dados apresentados. "O Inea realiza há mais de 30 anos testes de balneabilidade. O Inea garante que as áreas olímpicas da Baía de Guanabara estão dentro dos padrões brasileiros, europeus e americanos para contato primário em Copacabana e secundário na Baia de Guanabara!", informou, por meio de nota.

O órgão também buscou desqualificar o estudo em que se baseou a reportagem. "O Inea segue a orientação da Organização Mundial de Saúde com a qual vem mantendo intercâmbio científico. O Inea lamenta que uma importante agência de notícias se baseie em testes de um professor de uma universidade privada do interior do Rio Grande do Sul que busca fazer fama às custas dos Jogos Olímpicos! Entre seguir a orientação de um professor em busca de fama e a OMS, o Inea obviamente fica com a segunda opção!", diz o texto.

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