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Rio inicia obra de velódromo para os Jogos Olímpicos de 2016

Com quatro meses de atraso, começam as obras da pista de ciclismo

AE, Agência Estado

27 de fevereiro de 2014 | 15h33

RIO - Com quatro meses de atraso desde o último prazo divulgado, começou nos últimos dias a construção do velódromo que vai abrigar as provas de ciclismo em pista nos Jogos Olímpicos do Rio/2016. Localizada no Parque Olímpico, a estrutura tem orçamento previsto em R$ 136,9 milhões, praticamente 10 vezes mais do que custou o velódromo dos Jogos Pan-Americanos de 2007. A antiga pista, construída exclusivamente para o Pan ao custo de R$ 14,1 milhões, porém, não recebeu homologação da UCI (União Ciclística Internacional) por ter um grau de inclinação diferente do exigido para os Jogos Olímpicos e por ter pilares que atrapalhavam a visão do público.

Assim, a pista do Pan foi desmontada no ano passado e segue estocada enquanto aguarda a prefeitura de Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, concluir licitação para transportar os contêineres com o velódromo. Goiânia, que deveria receber a estrutura, acabou por recusá-la por conta dos custos de montagem e manutenção. Já o velódromo olímpico está sendo construído pela Tecnosolo Serviços de Engenharia S.A., vencedora da licitação realizada pela prefeitura, através da Empresa Municipal de Urbanização (RioUrbe) e da Empresa Olímpica Municipal (EOM), com apoio do Ministério do Esporte, que repassará à prefeitura do Rio os R$ 136,9 milhões para a obra, além de R$ 7,2 milhões para o custeio de operação por 23 meses.

O terreno onde ficará a estrutura é da prefeitura, enquanto a União arcará com o investimento para a construção do velódromo e das outras três instalações do Parque Olímpico que não fazem parte da Parceria Público-Privada (PPP): Centro de Tênis, Centro Aquático, Arena de Handebol. Ao contrário de outras instalações do Parque Olímpico, o velódromo será permanente, com capacidade para 5 mil lugares fixos e 800 provisórios. A arena de ciclismo também permitirá mudança de configuração para abrigar outros esportes eventualmente.

O prefeito do Rio, Eduardo Paes, em entrevista em agosto de 2012, garantia que não iria demolir o antigo velódromo. "Podem vir com todo argumento técnico possível do mundo para mim que não vai demolir. Porque é um simbolismo muito ruim começarmos nossa Olimpíada dizendo que uma coisa que teve investimento público será demolida", disse ele na época.

PRÉDIO ANTIGO

Ainda segundo o prefeito, manter o prédio antigo preservaria os R$ 14 milhões e evitaria o gasto adicional de R$ 10 milhões, a diferença entre reformar o velho e erguer o novo. "Dá para construir umas quatro escolas na cidade", discursava, na ocasião, Eduardo Paes. Mas, apenas três meses depois, Eduardo Paes mudou de postura e decretou que o velódromo do Pan seria destruído, alegando que o trabalho para reformá-lo seria superior ao gasto extra.

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