Rio já concentra forças para a Olimpíada

Alardear a eficiência na organização do Pan e apelar para o ineditismo da competição na América do Sul são parte da ofensiva do COB pelo evento

Michel Castellar, O Estadao de S.Paulo

07 de julho de 2031 | 00h00

Depois dos Jogos Pan-Americanos, o Rio volta forças para a candidatura à sede da Olimpíada de 2016. E ontem o presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Arthur Nuzman, começou a revelar como pretende tentar a vitória. Alardear a eficiência na organização da disputa carioca, trabalhar para que Madri desista de concorrer e apelar para o ineditismo da competição na América do Sul serão algumas das táticas. ''''O Pan nos deu a aprovação no vestibular que precisávamos ter e deu ao COI (Comitê Olímpico Internacional) a segurança de que podemos fazer'''', acredita Nuzman.Em setembro de 2006, ao lançar o Rio como representante do Brasil na eleição para 2016, o COB montou uma estrutura para viabilizar a inscrição carioca na disputa - o prazo é 13 de setembro. Há um ano, técnicos trabalham na preparação do dossiê a ser enviado ao COI e contam com a ajuda de uma comissão de empresários de todo o País.Nuzman vê o Pan como um trunfo para o Rio e assegura ter o apoio do presidente da Organização Desportiva Pan-Americana (Odepa), Mário Vazquez Raña. No sábado, porém, o dirigente considerou que o Pan do Rio não seria suficiente para ajudar o País em seu objetivo olímpico e que o Brasil tem longo caminho a percorrer para realizar seu sonho . ''''O presidente da Odepa me assegurou que fez uma colocação equivocada e a corrigiria em seu discurso na Cerimônia de Encerramento. E assim fez: elogiou o Rio e disse tratar-se de uma cidade olímpica'''', contou Nuzman. O problema é que é praxe, nas cerimônias de despedida de Pans, o dirigente máximo da Odepa cobrir de elogios a competição.Sobre a disputa com Madri,Nuzman lembrou que as cidades européias optaram por investir na candidatura para os Jogos de 2020. O fato de Atenas ter sido sede de 2004, Londres eleita para 2012 e a Olimpíada de Inverno realizada em Turim, em 2006, deixará a Europa em desvantagem na eleição para 2016. ''''O momento é mais para as Américas do que para a Europa. Não podemos concentrar os Jogos em um continente e a América do Sul nunca os recebeu.''''Ontem, o presidente do COB já deu sinais de que o País poderá ter de gastar nova fábula para a construção de instalações para 2016, apesar do que foi feito para o Pan, que consumiu cerca de R$ 5 bilhões dos cofres públicos. ''''Quem sabe as exigências que virão da TV?'''' Ele revelou a possibilidade de a Olimpíada de 2016 não ser em julho.Chicago, Tóquio, Roma e Doha já anunciaram as candidaturas aos Jogos de 2016. A primeira avaliação do COI será em junho de 2008 e a votação final para a escolha da cidade-sede está prevista para outubro de 2009.

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