Rio já supera R$ 700 mi em cotas de patrocínio

Comitê Organizador atingiu, mais de 4 anos antes dos Jogos, a meta inicial de arrecadação; e o valor tende a crescer

ALEXANDRE RODRIGUES / RIO, O Estado de S.Paulo

09 de fevereiro de 2012 | 03h07

A pouco mais de quatro anos dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos do Rio, a meta inicial de arrecadar pelo menos R$ 700 milhões em patrocínios já foi superada. Ontem, o presidente do Comitê Organizador Rio 2016, Carlos Arthur Nuzman, oficializou a entrada da Nissan no seleto grupo de patrocinadores oficiais (nível 1)do evento, que já contava com Bradesco, Bradesco Seguros, Embratel e Claro.

O Rio 2016 também já acertou com um parceiro de nível 2 (apoiador), a consultoria Ernst & Young. Segundo Nuzman, a distribuição dos patrocinadores em três grupos segue as normas do Comitê Olímpico Internacional (COI), que controla também o cronograma das negociações.

Por enquanto, o Rio 2016 tem se concentrado no nível 1. Os parceiros dos níveis 2 e 3 só devem ser completados depois da realização dos Jogos de Londres, no segundo semestre deste ano.

O dirigente, que também é presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), não informou em quanto já foi ultrapassada a cota mínima de patrocínio estabelecida, alegando que os valores são confidenciais. Por isso, também não foi divulgado o valor do investimento da Nissan, que ficou com a cota automotiva após seis meses de negociação com outros candidatos.

A montadora japonesa, que integra aliança global com a francesa Renault, vai ceder 4,5 mil veículos com motoristas treinados para a logística de transportes dos Jogos. A frota de carros elétricos ou movidos a álcool transportará atletas, dirigentes, jornalistas e equipes operacionais.

Segundo o presidente da Nissan no Brasil, Christian Meunier, parte dos veículos será doada para serviços públicos de apoio comunitário após a Olimpíada. Ele também anunciou que a montadora criará um programa de apoio à preparação de jovens atletas brasileiros que disputarão medalhas em 2016.

Para Nuzman, o interesse de multinacionais como a Nissan mostra o potencial da ligação entre o momento econômico atual do País e a Olimpíada. "Os Jogos Olímpicos são talvez o maior alvo possível para um patrocinador que quer aproveitar essas oportunidades no Brasil", afirmou o dirigente.

Os patrocinadores olímpicos mundiais para 2016 são Coca-Cola, Atos, Dow Chemicals, Panasonic, Procter and Gamble, General Electric, McDonald's, Omega, Samsung e Visa. Nuzman disse ter a expectativa de superar o número de patrocinadores de Londres, já na casa dos 50, mas ressaltou que o mais importante não é o número de parceiros, mas o valor total arrecadado.

Prestes a ser reconduzido ao cargo no COB em mais uma eleição em que não enfrentará adversários, Nuzman disse ver a situação com naturalidade. "É uma questão da democracia ter candidatos ou não ter", disse.

O dirigente afirmou ainda não pensar em aposentadoria. "Minha preocupação é preparar a delegação para 2012 e 2016. Temos aí muitos anos pela frente."

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