Rio mantém hegemonia e conquista o 6.º título

Time salva match point, bate Osasco e leva Superliga pela 4.ª vez seguida

Leonardo Maia, O Estadao de S.Paulo

18 de abril de 2009 | 00h00

Em confronto emocionante, com uma virada espetacular, o Rio de Janeiro superou Osasco, ontem, no Maracanãzinho, por 3 sets a 2 (25/22, 21/25, 18/25, 27/25 e 15/12), e conquistou o hexacampeonato da Superliga feminina de vôlei - o quarto consecutivo. Monique, que deixou o banco de reservas e entrou no quarto set para mudar a história da partida, fez o ponto final. O Osasco, que esteve a um ponto do quarto campeonato de sua história no quarto set, mais uma vez foi superado. "Sabíamos que o elenco delas era melhor, sabíamos de nossas limitações e que éramos inferiores", disse a líbero Fabi. "Justamente por isso tínhamos consciência de que precisávamos usar isso como motivação e mostrar algo a mais." Pelo lado derrotado, o técnico Luizomar de Moura lamentou as oportunidades perdidas. "Foi uma final muito disputada. Desperdiçamos contra-ataques, a equipe lutou, mas numa finalíssima é preciso mais do que superação, é preciso aplicação tática." Thaisa, do Osasco, foi eleita a melhor bloqueadora, enquanto a campeã Fabi foi escolhida a melhor defensora. Outro destaque foi Natália, que fez 27 pontos para as vice-campeãs. O primeiro set foi equilibrado, com as duas equipes muito sólidas na defesa e armando bloqueios quase intransponíveis. O jogo seguiu parelho até que o Rio, de Bernardinho, conseguiu fazer 24 a 22. A única jogadora que parecia virar todas as bolas era a ponta Natália, do Osasco. Mas nem sua bela atuação foi capaz de impedir a vitória das cariocas na primeira série. O time paulista voltou mais determinado e disciplinado para o segundo set. Durante toda a série o placar foi dominado pela equipe de Luizomar de Moura. O mesmo ocorreu no terceiro set. A emoção foi a tônica do quarto. Precisando da vitória para forçar a série decisiva, o Rio voltou concentrado e aplicado. O Osasco, porém, não se curvou e chegou a ter match point. Não conseguiu fechar o jogo. O Rio, assim, levou a decisão para o tie-break e garantiu o título num ataque de Monique.

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