Rio negocia com CBF para evitar jogos durante o Pan

O secretário de Turismo, Esporte e Lazer do Rio, Eduardo Paes, revelou nesta sexta-feira que já negocia para acabar com o impasse sobre a realização de partidas do Campeonato Brasileiro durante os Jogos Pan-Americanos de 2007, entre os dias 13 e 29 de julho, na cidade do Rio. De acordo com ele, após reunião com o diretor técnico da CBF, Virgílio Elísio, quatro hipóteses passaram a ser estudadas para o problema ser resolvido.Na quinta-feira, o secretário nacional de Segurança Pública, Luiz Fernando Corrêa, responsável pelo planejamento de segurança do Pan, disse ser contra a realização de jogos do Brasileirão no Rio durante o Pan. Ele argumentou que a ocorrência dos dois eventos iria enfraquecer o plano montado para proteger torcedores e atletas. Neste período, foram marcadas dez partidas do campeonato nacional na capital carioca, inclusive os clássicos Flamengo x Fluminense e Vasco x Botafogo.Eduardo Paes revelou estar ciente das orientações de Luiz Fernando Corrêa, com quem se reuniu nesta sexta-feira. E disse estar otimista para um desfecho satisfatório para o caso.?Reuni-me com o Virgílio (diretor técnico da CBF) e estamos estudando quatro hipóteses: remarcar os jogos, realizá-los no interior do Estado, levá-los para outro Estado ou mudar o mando de campo?, explicou Eduardo Paes, que não soube precisar em quanto tempo as negociações serão finalizadas. ?O mais importante é que a CBF está disposta a conversar.?A CBF, por sua vez, só se manifestou sobre o assunto no final da tarde desta sexta-feira. A entidade admitiu o encontro do seu diretor Virgílio Elísio com o secretário Eduardo Paes, mas insistiu na tese de que oficialmente ainda não negocia uma solução para o problema. ?Para a CBF nada mudou?, informou a assessoria da entidade. Já o diretor do departamento de árbitros da CBF, Édson Resende, julgou procedente a preocupação do secretário nacional de Segurança Pública. ?Ele foi sensato ao recomendar que reduzam o número de eventos durante o Pan. A preocupação com a segurança é razoável, porque sabemos que um problema nos Jogos pode manchar e dificultar as pretensões do Brasil como candidato a uma Olimpíada e até à Copa do Mundo?, disse Édson Rezende, que é delegado aposentado da Polícia Federal. ?Prevenção é o melhor remédio. Ao fazer essa recomendação, ele está agindo com prudência.?Atualizado às 20h30

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