Fabio Motta/AE
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Rio pede ajuda divina antes da eleição da sede olímpica

Aos pés do Cristo Redentor, arcebispo d. Orani João Tempesta conduz cerimônia pela vitória da cidade

Bruno Lousada, Agencia Estado

27 de setembro de 2009 | 19h21

Domingo de sol forte, praias lotadas e de bênção à candidatura do Rio para ser sede da Olimpíada de 2016. Aos pés do Cristo Redentor, o arcebispo do Rio, d. Orani João Tempesta, conduziu uma cerimônia pela vitória da cidade na eleição de sexta-feira, em Copenhague, na Dinamarca - os adversários da candidatura brasileira são Chicago, Tóquio e Madri.

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"Que os Jogos venham para cá e nos tragam paz e fraternidade", disse o arcebispo, aplaudido pelas autoridades que participaram da celebração - entre elas, o ministro do Esporte, Orlando Silva, o governador do Rio, Sérgio Cabral, e o prefeito da cidade, Eduardo Paes. Todos eles rezaram e pediram ajuda divina.

"Que Deus nos acompanhe", declarou um eufórico Eduardo Paes. "Agora é a hora de buscar a bênção, muita força e muita sorte para o Rio", completou Orlando Silva. Alguns turistas nem deram importância ao evento no Cristo Redentor e preferiram curtir o belo visual da cidade.

Em meio à batalha política pela sede da Olimpíada de 2016, os defensores da candidatura do Rio vão intensificar o trabalho de bastidores para tentar vencer a eleição. O ministro do Esporte anunciou neste domingo que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva "vai chegar antes (à Dinamarca, provavelmente na madrugada de quinta-feira) para conversar com vários eleitores" do Comitê Olímpico Internacional (COI) em busca de votos.

Enquanto isso, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, ainda não confirmou presença na eleição em Copenhague, mas deverá aparecer na sexta-feira para apoiar Chicago. "A presença dele (Obama) é um trunfo que Chicago vai utilizar, mas para nós é indiferente. O importante é a gente demonstrar tecnicamente a capacidade para realizar os Jogos", afirmou Orlando Silva. "Para os Estados Unidos, serão mais uma Olimpíada. Para a gente, a Olimpíada."

Sobre a provável presença de Obama em Copenhague, Eduardo Paes lançou uma provocação. "Com todo carinho e respeito ao presidente Obama, o Lula e o Rio são muito mais fortes que Barack e Chicago. Vai ser uma disputa apertada, difícil, dura, mas repito: vai dar a dupla Lula/Rio mole", afirmou o prefeito.

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