Rio promete usar Olimpíada para melhorar a cidade

Apoio, engajamento governamental, belezas naturais e inclusão social são os principais pontos do projeto

AE, Agencia Estado

02 de outubro de 2009 | 13h57

Primeira cidade sul-americana a ser escolhida para sediar uma Olimpíada, o Rio sustenta seu projeto em alguns pilares que foram decisivos para a vitória nesta sexta-feira sobre Chicago, Madri e Tóquio. O apoio da população, o engajamento governamental, as belezas naturais da cidade e a possibilidade de utilizar o evento como ferramenta de transformação e inclusão social foram os principais pontos utilizados pela candidatura brasileira para ganhar os votos na eleição do Comitê Olímpico Internacional (COI).

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O Rio aposta em instalações com amplo reconhecimento mundial, como o Maracanã, em algumas estruturas já construídas para a realização dos Jogos Pan-Americanos de 2007 e em novos empreendimentos. Mas são as belezas naturais que se destacam no projeto carioca, com competições nas praias, na Baía de Guanabara e na Lagoa Rodrigo de Freitas. Para deixar tudo isso pronto até 2016, as três esferas de governo prometem apoio irrestrito. Assim, a cidade receberá a Olimpíada entre os dias 5 e 21 de agosto e a Paraolimpíada entre 7 e 18 de setembro.

Os eventos da Olimpíada de 2016 vão se concentrar em quatro regiões do Rio: Barra da Tijuca, Copacabana, Deodoro e Maracanã. Mas as obras devem atingir toda a cidade, com melhoria do transporte público, modernização dos aeroportos, ampliação da rede hoteleira e as novas instalações esportivas, entre muitas outras coisas que ficam como legado para quem recebe os Jogos Olímpicos.

O orçamento dos Jogos no Rio prevê gastos de US$ 2,82 bilhões na construção das instalações esportivas e na organização do evento. Desse valor, 31% virá de aporte do COI, 45% de capital privado, gerados por licenciamento, marketing e venda da ingressos, e 24% dos três níveis governamentais. Mas o projeto ainda aponta investimentos de US$ 11,1 bilhões em obras de infraestrutura na cidade, como transportes, segurança e comunicações - valor que sairá principalmente dos cofres públicos.

OS LOCAIS

A Barra da Tijuca é a região que mais aproveitará instalações construídas para os Jogos Pan-Americanos de 2007. A Arena Olímpica do Rio, com capacidade para 15 mil pessoas, será sede das competições de ginástica. O Parque Aquático Maria Lenk vai abrigar a disputa dos saltos ornamentais e do polo aquático. Já o Velódromo da Barra será a sede do ciclismo (pista). E o Riocentro, um dos principais centros de convenções do País, vai receber esportes como badminton, boxe e tênis de mesa.

A Barra da Tijuca também terá dois novos equipamentos para os Jogos de 2016. Um deles é o Centro Nacional de Tênis. E o outro é o Centro Olímpico de Treinamento, que permitirá a disputa de 20 modalidades esportivas e estará aberto à população depois da Olimpíada - ali serão disputadas provas de handebol, basquete, judô, luta e tae kwon do.

Cercada por alguns dos principais pontos turísticos do Rio, como a Baía de Guanabara, o Aterro do Flamengo, o Corcovado, a Lagoa Rodrigo de Freitas e o Pão de Açúcar, Copacabana será palco de várias competições a céu aberto. A Praia de Copacabana e o Estádio de Remo da Lagoa vão receber o remo, a canoagem, o vôlei de praia, o triatlo e a maratona aquática. Já a Marina da Glória e o Parque do Flamengo vão sediar a marcha atlética, o ciclismo e a vela.

O Complexo Esportivo de Deodoro, na zona oeste do Rio, também foi utilizado no Pan de 2007 e receberá, dessa vez, a esgrima e o pentatlo moderno. Para a Olimpíada, ainda será construído o Parque Radical do Rio na mesma região, onde acontecerão as competições de mountain bike, canoagem slalom e ciclismo BMX.

A região do Maracanã terá papel especial na Olimpíada de 2016. Afinal, o Maracanã, um dos principais estádios do futebol mundial, será palco das cerimônias de abertura e de encerramento dos Jogos, além de receber as partidas do torneio de futebol, que também será disputado em Brasília, Belo Horizonte, São Paulo e Salvador.

A promessa é de que a área do Maracanã seja revitalizada e modernizada. E boa parte desse investimento já irá ocorrer para a Copa do Mundo de 2014, cuja final acontecerá no Rio. A realização desse grande evento dois anos antes da Olimpíada também ajudou na vitória brasileira nesta sexta-feira, porque haverá um aproveitamento das melhorias na infraestrutura do País.

O Ginásio do Maracanãzinho, que faz parte do complexo do Maracanã e foi reformado para os Jogos Pan-Americanos de 2007, será a casa do vôlei na Olimpíada. O Engenhão, construído para a realização do Pan do Rio, sediará as provas de atletismo. E o Sambódromo vai receber a chegada da maratona e o torneio de tiro com arco.

ACOMODAÇÃO

A Vila Olímpica ficará localizada às margens da Lagoa de Jacarepaguá, próxima, portanto, do Parque Olímpico do Rio e do Riocentro, que vão sediar 14 esportes no total. Ela terá capacidade para receber até 17,5 mil pessoas. Assim, a promessa dos organizadores é de que quase 50% dos atletas estejam instalados a menos de dez minutos do local de suas competições.

A organização também promete a criação de um serviço de ônibus exclusivo para levar os atletas até a Praia Olímpica da Barra, que será exclusiva para as delegações. A expectativa é de que a Vila Olímpica se torne um condomínio residencial após a competição, assim como já aconteceu com os Jogos Pan-Americanos de 2007, que foram o grande teste para o Rio receber agora a Olimpíada.

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