Rio quer compensar emissão de gases da Olimpíada

Com demanda de emissão de CO2 de 3,6 milhões de t, Rio-2016 faz parceria com empresa especializada em soluções ambientais

MARCIO DOLZAN, Estadão Conteúdo

30 de outubro de 2014 | 15h33

O Comitê Rio/2016 divulgou nesta quinta-feira um relatório em que estima que a realização dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro demandará a emissão do equivalente a 3,6 milhões de toneladas de gás carbônico na atmosfera. Por essa razão, a entidade já firmou parceria com uma empresa especializada em soluções ambientais a fim de reduzir o impacto e compensar as emissões.

De acordo com Tania Braga, gerente geral de Sustentabilidade, Acessibilidade e Legado do Comitê Rio, a estimativa é que, do total de emissões, 724 mil toneladas sejam oriundas de ações da entidade. O restante (cerca de 2,9 milhões) inclui as emissões oriundas das obras de infraestrutura, instalações e até mesmo viagens de atletas estrangeiros que disputarão a Olimpíada.

"Temos o objetivo de implementar ações para minimizar as emissões dos gases, ou seja, entregar Jogos de ''baixo carbono''. Ao mesmo tempo, queremos criar um legado benéfico e duradouro", explicou Tania.

As ações adotadas pelo Comitê Rio vão desde a escolha de tecidos de baixo impacto até a utilização de combustíveis menos danosos ao meio ambiente, como o etanol. Ele é utilizado na frota da entidade e até mesmo nos veículos responsáveis pelo transporte da tocha olímpica. Com isso, o Comitê espera reduzir em até 18% a estimativa de emissão dos gases.

Além das ações para minimizar a emissão, algumas medidas serão tomadas para compensar o que for consumido. Isso inclui o plantio de árvores e a restauração de parte da Mata Atlântica, que será feito através do governo do Estado do Rio.

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