Rio reclama das críticas de Chicago antes da eleição

Na reta final de campanha para a eleição da sede da Olimpíada de 2016, as candidatas abandonam a diplomacia e abrem guerra. Dentro desse clima, o Rio se queixou ao Comitê Olímpico Internacional (COI) sobre as declarações do prefeito de Chicago, Richard Daley, que disse que a cidade brasileira não teria como sediar os Jogos. Os norte-americanos, por sua vez, já ameaçaram partir para o contra-ataque.

JAMIL CHADE, Agencia Estado

29 de setembro de 2009 | 20h42

Na sexta-feira, o COI escolherá a sede dos Jogos Olímpicos de 2016, na eleição que está sendo considerada a mais acirrada da história. Chicago, Rio, Tóquio e Madri estão no páreo. E, pelas regras da entidade, uma cidade está proibida de criticar a outra publicamente, podendo falar apenas de sua própria candidatura. Mas os brasileiros acusaram os norte-americanos de terem passado dos limites.

O problema teria sido uma entrevista dada pelo prefeito de Chicago ao jornal norte-americano Chicago Tribune no dia 22 de setembro. Para Richard Daley, a Copa do Mundo no Brasil, em 2014, afetaria as chances do Rio na disputa da sede olímpica de 2016 e seria positiva para Chicago. Na ocasião, ele colocou em dúvida a capacidade da cidade brasileira de realizar os dois eventos em tão curto espaço de tempo.

O porta-voz do COI, Mark Adams, revelou que um processo formal sobre o caso não foi iniciado e deu indicações que a entidade não levaria o tema adiante para evitar contaminar a eleição. Mesmo assim, ele pediu calma aos envolvidos. "Em momentos como esse, cidades são muito emotivas em relação às suas candidaturas. Mas pedimos a todos que se limitem em seus comentários que possam ser críticos", apelou.

"Eu não disse nada disso", rebateu Richard Daley, nesta terça-feira, durante entrevista coletiva em Copenhague, quando foi perguntado sobre as críticas que teria feito ao Rio. O chefe do comitê de candidatura de Chicago, Pat Ryan, chegou a ameaçar um contra-ataque, dizendo ter motivos para abrir um processo contra a campanha brasileira. "Mas optamos por não seguir esse caminho", explicou.

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