Rio tem boas opções de lazer e cultura para o Pan

A cinco meses do Pan, Dionísio (deus grego do espírito e da cultura) ensaia invadir a festa de Apolo (deus da beleza física e dos esportes). A Secretaria Especial do Pan, que organiza o evento, ainda não fechou a agenda de espetáculos para o período, mas a cidade que se sente capital cultural do País tem muitos e diversificados atrativos para os 500 mil turistas e 1.300 atletas esperados. Difícil será conciliar tanta diversão e arte com a agenda de 330 disputas esportivas previstas.A começar por museus. No Rio ficam os maiores do País, como o Histórico Nacional, com mostras do nosso cotidiano, da pré-história até hoje. As coleções de vestuário e de carruagens são as mais visitadas. O Nacional de Belas Artes tem obras fundamentais, como a Primeira Missa no Brasil, de Vitor Meireles; Café, de Cândido Portinari, e Auto-Retrato, de Tarsila do Amaral. Na Quinta da Boa Vista, a história do Império convive com a maior coleção científica da América do Sul: minerais raros, dinossauros e outros bichos grandes e pequenos que viveram aqui há mais dez mil anos. Durante o Pan, todos terão horário ampliado. Há museus específicos. O de Carmem Miranda, embora mal instalado no Aterro do Flamengo, tem fotos, roupas e balangandãs da cantora e exibe filmes da pequena notável. O Oi Futuro, ali perto, é o caçula, dedicado às telecomunicações, com um acervo de gravações, desde os discursos de Getúlio Vargas aos poemas declamados por Maria Bethânia.Os mais antenados podem andar na rua e apreciar obras da arquitetura carioca, como o Museu de Arte Moderna (MAM) e o Palácio Gustavo Capanema (projeto de Oscar Niemeyer, Lúcio Costa e outros, nos anos 30). O Rio, aliás, é um compêndio vivo de arquitetura. O Instituto dos Arquitetos do Brasil recebe romarias de profissionais e estudantes de todo o mundo para apreciar os monumentos dos séculos 16 (a Santa Casa de Misericórdia), as igrejas do século 18 (o outeiro da Glória) e 19 (a antiga Catedral) ou o triângulo Theatro Municipal, Biblioteca Nacional e Museu Nacional de Belas Artes, pérolas da belle époque.A Lapa, no centro, serve a estes estudiosos e a quem procura diversão farta e barata. O aqueduto que domina o bairro é do século 17; o casario é de 200 anos depois. Mas a música é de hoje e da melhor qualidade. Há mais de 40 bares e restaurantes, alguns centenários, como o Capela.

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