Rio terá agora um desafio muito maior

O Rio de Janeiro venceu a primeira etapa. Superou São Paulo na eleição do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), nesta segunda-feira, para escolher a candidata do País a sede dos Jogos Olímpicos de 2012 - foram 23 votos a 10, com uma abstenção. Agora, com a candidatura já registrada no Comitê Olímpico Internacional (COI), a cidade terá que reformular seu dossiê e montar uma estratégia internacional para a disputa no dia 6 de julho de 2005. Seus próximo adversários serão Havana (Cuba), Istambul (Turquia), Leipzig (Alemanha), Londres (Inglaterra), Madri (Espanha), Moscou (Rússia), Nova York (Estados Unidos) e Paris (França)."Para ganharmos lá fora é preciso apenas que façamos o dever de casa", avisou o prefeito do Rio, César Maia, logo depois da vitória sobre São Paulo. Mas ele fez questão de frisar que, a partir de agora, caberá ao COB ditar as normas que conduzirão a candidatura da cidade.Essa é a segunda vez que o Rio de Janeiro será candidato a sediar uma Olimpíada. A outra foi para os Jogos de 2004, quando perdeu para Atenas, na Grécia. Contou a favor da cidade, na disputa com São Paulo, o fato de já ter sido escolhida para organizar o Pan-Americano de 2007. Mas ficou evidente que o dossiê apresentado para 2012 precisa ser reformulado.Sem nunca criticar diretamente o dossiê, mas deixando claro que tem deficiências, o presidente do COB, Carlos Arthur Nuzman, falou várias vezes nesta segunda-feira que o documento tem de ser outro, usando palavras como "rever, refazer e reavaliar" nas várias vezes que mencionou o tema.Além de ter de apresentar um dossiê mais consistente, o Rio precisará muito da força política do próprio Nuzman, que é membro do COI desde setembro de 2000. Afinal, a competição será entre nove cidades postulantes, em uma disputa que poderá ser a mais acirrada da história. "Hoje, minha experiência é sim muito boa", afirmou o presidente do COB, admitindo que começa imediatamente, ao lado da revisão do dossiê, um trabalho político intenso de bastidores pela candidatura brasileira.Segundo Nuzman, o Rio já leva uma vantagem sobre algumas fortes concorrentes. Ele disse, por exemplo, que Nova York foi prejudicada pela escolha de Vancouver para sede dos Jogos de Inverno em 2010 - "Dificilmente seria privilegiada uma mesma região", explicou. E também revelou que as candidaturas européias estão muito fortes, especialmente as de Paris, Londres e Madri, mas serão concorrentes entre si. "Alguém ficará no meio do caminho", previu.

Agencia Estado,

07 de julho de 2003 | 17h58

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