Rio/2016 minimiza denúncia sobre empresa de ingressos

Rio/2016 minimiza denúncia sobre empresa de ingressos

Nuzman descarta grande preocupação em torno da empresa alemã que venderá ingressos dos Jogos Olímpicos

MARCIO DOLZAN, Estadão Conteúdo

22 de outubro de 2014 | 12h41

O presidente do Comitê Rio 2016, Carlos Arthur Nuzman, procurou não demonstrar preocupação com o fato de que a CTS Eventim - empresa alemã que venceu a concorrência para a venda de ingressos dos Jogos Olímpicos - estar sendo investigada por suspeita de irregularidades em contratos da Copa do Mundo de 2006. Para Nuzman, "já se passaram oito anos" e o Comitê Rio "não faz papel de polícia".

A reportagem revelou nesta quarta-feira que o CEO da empresa, Klaus-Peter Schulenberg, está sendo investigado em Munique. A suspeita é de que ele teria fechado um acordo com o ex-diretor da Federação Alemã de Futebol, Willi Behr. Pelo entendimento do Ministério Público daquele país, a CTS Eventim ficaria com o contrato para a Copa de 2006, avaliado em 270 milhões de euros, e, em troca, 52 mil ingressos seriam comercializados no mercado negro, com lucros milionários.

Ainda na manha desta quarta-feira, logo após assinar o contrato de parceria com a empresa chinesa 361º - que será responsável pelo fornecimento de mais de 100 mil uniformes para voluntários e equipe técnica da Olimpíada do Rio -, Nuzman minimizou a investigação alemã.

"Oficialmente, nós não sabemos de nada. A concorrência (para a venda de ingressos) foi feita com toda a documentação. A Copa do Mundo da Alemanha foi em 2006, então nós estamos falando aí de oito anos, e se até hoje eles não apresentaram a nós qualquer questão, nós imaginamos que não tenha qualquer problema de nós seguirmos", disse o presidente do Comitê.

Segundo Nuzman, mesmo que a concorrência pública vencida pela empresa sob suspeita represente o direito a comercializar nove milhões de ingressos para os Jogos do Rio, não cabe ao Comitê investigar. "Se tivesse alguma coisa, o Ministério Público de Munique ou da Alemanha que deveriam entrar em contato conosco", considerou.

"Ninguém pode falar em hipótese. Vocês (imprensa) estão querendo julgar antes de ter a decisão", afirmou Nuzman. "Com a mesma tranquilidade com qualquer empresa que está trabalhando conosco, se tiver alguma coisa nós tomaremos providências. Mas, no momento em que houve a concorrência, e que ninguém apresentou nada contra, não somos nós, agora, que vamos fazer qualquer papel de polícia", continuou o dirigente.

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