Riquelme quer 4ª taça antes da despedida

Aos 34 anos, camisa 10 terá diante do Corinthians a última chance de ser campeão de novo antes de ir para o futebol chinês

RAPHAEL RAMOS, BUENOS AIRES, ENVIADO ESPECIAL, O Estado de S.Paulo

26 de junho de 2012 | 03h09

BUENOS AIRES - Se nas semifinais o principal desafio do Corinthians foi marcar Neymar, na decisão a maior preocupação da equipe será tentar anular Riquelme. O veterano meia que completou 34 anos no último domingo é o "dono" do Boca Juniors. Praticamente todas as jogadas de ataque dos argentinos têm de passar pelo jogador antes de chegar nos homens de frente. É o típico camisa 10 antigo. Gosta de ter a bola nos pés, ditar o ritmo do jogo e deixar os companheiros na cara do gol. Seus arremates de fora da área também são perigosíssimos, uma arma letal.

Nesta segunda-feira, ele não treinou junto com os titulares - foi a campo, porém trabalhou separado. Mas está garantido no jogo de amanhã. A ausência do craque não causou muita surpresa entre os jornalistas que acompanham o dia a dia do clube. Dizem que é comum Riquelme ser poupado de alguns treinamentos para assim poder chegar 100% fisicamente nos jogos, sobretudo os decisivos.

Se para a maioria dos corintianos a Libertadores é uma experiência inédita, Riquelme é um especialista no torneio. Essa será a sua quarta final (foi campeão em 2000, 2001 e 2007). Ele também pode ser considerado um carrasco de equipes brasileiras. Na sua lista de vítimas estão Palmeiras (duas vezes), Grêmio e, este ano, Fluminense, nas quartas de final.

Depois de defender Barcelona e Villarreal, Riquelme voltou ao Boca em 2007. Mesmo sendo peça importantíssima do elenco, não apresentou o futebol dos velhos tempos. Assim, ganhou a fama de ser um atleta que "joga quando quer". Mas é principalmente nos jogos mais importantes que ele aparece.

Nesta Libertadores, por exemplo, foi assim. Depois de uma primeira fase irregular, subiu de produção no mata-mata.

Empolgação. E para o jogo de amanhã, o meia já mostrou que está bastante empolgado. Xodó da torcida, ele já preparada sua despedida do Boca. E quer sair com mais uma taça.

"É a última vez que posso ganhar uma Libertadores, então quero aproveitar muito bem", disse semana passada, logo após eliminar o Universidad do Chile, em Santiago.

O meia recebeu uma proposta milionária do Shanghai Shenhua, clube chinês que recentemente tirou Didier Drogba do Chelsea, e a tendência é que se aposente na Ásia.

O presidente do Boca, Daniel Angelici, já admitiu publicamente a possibilidade de negociar o jogador. Sabe que dificilmente chegarão novas propostas por um jogador de 34 anos.

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