Rivaldo vai ser armador à moda antiga

Cansado de procurar sem sucesso um camisa 10 para armar o time, o São Paulo decidiu apostar na classe de Rivaldo para suprir essa carência do time. "Ele não será ponta-esquerda nem centroavante. Quero o Rivaldo na articulação. Tenho uma ideia e uma noção de como vai ser isso, mas sei que ainda vai demorar porque essa questão da papelada é complicada", afirmou Paulo César Carpegiani.

Paulo Favero, O Estado de S.Paulo

24 de janeiro de 2011 | 00h00

O craque escreveu em sua página no twitter que está empolgado em defender um clube grande no final de sua carreira. "Para mim é uma grande honra poder vestir a camisa de um dos maiores clubes do mundo."

Rivaldo vinha treinando no Mogi Mirim, clube do qual continuará a ser presidente, e só não jogou nas duas primeiras rodadas por não estar ainda registrado na federação.

Ele está em litígio com o Bunyodkor, do Usbequistão, de onde saiu em agosto. O clube lhe deve um ano de salário ( 5 milhões, cerca de R$ 11,4 milhões) e quer o perdão da dívida para liberar a documentação de sua transferência. Embora o conflito se arraste há quase seis meses, a diretoria são-paulina tem a expectativa de que até o dia 20 de fevereiro o craque tenha condição legal de jogo.

O treinador acha que Rivaldo fará muito bem ao grupo, mesmo sendo um jogador reservado. "Por mais calado que seja, ele foi eleito o melhor do mundo e isso não é para qualquer um." A amizade com Rogério Ceni, capitão da equipe, também é outro ponto importante.

Na negociação com Rivaldo, o São Paulo se comprometeu a ajudar o Mogi Mirim com atletas da base. O craque gostou da proposta. "Com esta parceria, temos tudo para levar o Mogi para a Série A", afirmou. Carpegiani concorda: "Será benéfico para os dois lados."

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