Rivalidade marca duelo Popó x Barrios

Os pugilistas Acelino ?Popó? Freitas e Jorge ?La Hiena? Barrios usam muito bem a rivalidade entre Brasil e Argentina para esquentar o duelo de sábado, em Miami, quando estarão em jogo os cinturões dos superpenas da Associação Mundial de Boxe (AMB) e Organização Mundial de Boxe (OMB). Popó, que coloca o título da OMB pela décima vez em jogo e completou nesta quinta-feira quatro anos de reinado, tem duas motivações a mais para derrotar Barrios. Primeiro: se vingar da derrota no Pan-Americano de Mar Del Plata, em 1995, na final. Segundo: não deixar que os argentinos comemorem mais um título, após a vitória do Boca Juniors sobre o Santos na Libertadores da América. ?Não é uma luta especial só porque ele é argentino, mas não posso negar que esta vitória terá um gosto especial?, afirmou o são-paulino Popó. Barrios é mais catimbeiro. Afirmou na entrevista coletiva desta quinta-feira que considera o ?Brasil um país irmão?, mas não esconde a rivalidade. ?Sei que a comemoração na Argentina será como uma conquista de Copa do Mundo.? O empresário Art Pelullo, presidente da Banner Promotions, que organiza o evento, afirmou que tinha interesse em colocar esta luta em Las Vegas, mas preferiu Miami, onde há uma grande concentração de brasileiros e argentinos. ?Tenho certeza que o ginásio estará completamente lotado e com um clima sensacional para a disputa?, afirmou Pelullo. ?Os dois são nocauteadores. O ritmo do combate será intenso desde o primeiro segundo.? Popó e Barrios se encontram pela última vez antes do combate nesta sexta-feira, às 16 horas de Brasília, quando participarão da pesagem, que será feita no Marriott Biscayne Bay Hotel. A Rede Globo transmite o VT do combate a partir das 0h40, após o Criança Esperança. Dia 15, em Austin, no Texas, Estados Unidos, o Tailandês Sirimongkol Singmanassak enfrenta o mexicano Jesus Chavez. O vencedor poderá enfrentar o ganhador entre Barrios e Popó no próximo ano. Outro possível adversário sai do confronto de 4 de outubro, em Las Vegas, entre o norte-americano Diego Corrales e o cubano Joel Casamayor.

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