Robenilson desafia preconceito contra o boxe e estreia bem

Pugilista baiano, de 23 anos, começou com vitória sobre o colombiano Julio Deyvis na categoria galo

Bruno Lousada / RIO, O Estado de S.Paulo

20 de julho de 2011 | 00h00

O pugilista baiano Robenilson de Jesus já realizou o sonho de qualquer atleta: disputar pelo menos uma Olimpíada e um Pan-Americano. No entanto, não se dá por satisfeito. Além de almejar a conquista de medalhas em eventos dessa importância, sua luta diária vai além do esporte. Ele manifesta uma vontade "absurda"de acabar com o preconceito contra o boxe.

"Infelizmente é um esporte discriminado, marginalizado e tido como violento. Nada disso. O boxe educa também. Ensina a garotada a aprender a ganhar e a perder", disse o lutador, depois de estrear com vitória, ontem, nos Jogos Militares - superou o colombiano Julio Bassa Deyvis, na categoria galo (56 quilos).

Aos 23 anos, em vez de reclamar das dificuldades comuns aos pugilistas do País, ele prefere exaltar o que o esporte já lhe deu: casa, família, boa alimentação e viagens a diversos lugares. "Sou grato ao boxe por tudo que consegui na vida."

Assim como muitos meninos de Salvador, Robenilson de Jesus queria ser jogador de futebol. Ele chegou a defender o Vitória nas categorias de base, mas havia um contratempo: sua mãe não permitia que ele viajasse com o time. Logo, desistiu de chutar bola.

Aos 17 anos, desferiu seus primeiros socos, apaixonou-se pelo esporte e jamais pensou em fazer outra coisa. Ontem, o saldo de sua luta foi o olho direito roxo, um arranhão no braço e a alegria estampada no rosto pela classificação para a próxima fase.

"No boxe, se não sair machucado não é atleta", brincou o pugilista, que assinou contrato temporário com a Marinha para disputar os Jogos Militares.

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