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Robert Scheidt planeja preparação para Olimpíada de Londres

Velejador vê 2011 como 'ano trampolim' e cobra definição de seletiva dos atletas brasileiros

NATHALIA GARCIA - estadão.com.br,

24 de novembro de 2010 | 12h52

SÃO PAULO - Atento à concorrência pela única vaga brasileira na classe Star na Olimpíada de Londres, o velejador Robert Scheidt, ao lado do proeiro Bruno Prada, já definiu o calendário para a temporada 2011. "Ano que vem será o ano trampolim. Planejamos 12 competições, além dos treinos para batalhar pela classificação olímpica", disse.

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A competição mais esperada é o Mundial disputado em Perth, na Austrália, entre 1 a 18 de dezembro do próximo ano, que reunirá todas as classes na briga pela classificação dos Jogos Olímpicos na capital inglesa. Além dela, outro destaque da temporada será o evento-teste em Weymouth, na Inglaterra, entre 1 e 14 de agosto.

Para Scheidt, será uma ótima oportunidade de analisar as condições ambientais do local. 'O principal na Inglaterra são os fatores climáticos. Lá, a corrente muda muito, pode acontecer de tudo: vento forte, vento médio, vento fraco. Tem que ter um barco bom para todas as condições', analisou.

Procurando adequar seus equipamentos às competições decisivas, o velejador cobra uma definição da Confederação Brasileira de Vela e Motor (CBVM) pelo critério que será adotado para a seletiva dos atletas brasileiros.

Ele aproveita para palpitar no processo de escolha. "Vejo com bons olhos dar um ponto para quem conseguir a vaga no Mundial e outro em uma seletiva a ser realizada no Brasil em 2012, pois assim não tira a possibilidade de quem não for bem na Austrália. Se uma dupla ganhar as duas seletivas, já se classifica, e se forem duas diferentes, faz-se uma 'negra' na Europa", opinou.

Focado na prática esportiva e em busca de uma vida familiar mais tranquila, Scheidt vive na Itália com sua mulher lituana Gintare Volungeviciute e seu filho. Ele destaca a facilidade para treinar e participar de competições, inclusive pelo rápido deslocamento no continente europeu, e o fácil acesso para conseguir equipamentos de reposição.

"A logística é muito mais fácil e ainda posso velejar com outros parceiros nos treinamentos. Sem falar que é muito mais tranquilo, bem diferente de São Paulo", comentou.

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