Roberto Carlos comanda a 1ª vitória

Aos 37 anos, lateral esbanja fôlego na estreia corintiana e marca gol olímpico contra a Portuguesa. Paulinho, substituto de Elias na equipe, faz o outro

Bruno Deiro, O Estado de S.Paulo

17 de janeiro de 2011 | 00h00

Mesmo os mais jovens no Corinthians sentiram ontem a falta de ritmo por conta do início de temporada, mas Roberto Carlos, não. Perto de completar 37 anos, o veterano lateral marcou um gol e teve atuação decisiva na vitória com pouco brilho coletivo sobre a Portuguesa, por 2 a 0, no Estádio do Pacaembu.

Com ótimo lançamento para Bruno César, Roberto Carlos começou a jogada que resultou no gol de Paulinho, que abriu o placar aos 11. Pouco depois, acertou um lindo chute em cobrança de escanteio para fazer um gol olímpico, em bola quase rasteira. "Hoje em dia a gente perde muito tempo em bola parada. Vi que o goleiro estava arrumando a defesa e chutei. O Paulinho ajudou e fiz um gol bonito", afirmou o camisa 6 corintiano.

A disposição de garoto que mostrou logo na estreia ele atribuiu a um "presente divino". "Deus me deu este dom, sei lá. Quando estamos com confiança assim fica mais fácil de jogar. Espero continuar assim. É apenas o primeiro jogo, mas dá a sensação de que posso jogar mais."

Domínio da Lusa. Começo de temporada exige tolerância, e o Corinthians usou esta premissa para vencer a Portuguesa no Pacaembu. Na estreia no Paulista, o time de Tite jogou apenas para o gasto e se acomodou com a vantagem obtida nos 20 minutos iniciais. Após os gols de Paulinho e Roberto Carlos, a torcida viu um jogo arrastado, em que a Lusa dominou as ações e não impôs perigo maior por falta de qualidade.

Mesmo jogando em casa, Tite optou por três volantes (Ralf, Paulinho e Jucilei) para suprir a falta de Jorge Henrique. A formação, porém, não significou mais tranquilidade na defesa. Pelo lado direito, o reserva Moacir outra vez mostrou fragilidade na marcação. Aos 11, Bruno César recebeu passe de categoria de Roberto Carlos na entrada da área e ajeitou para a chegada de Paulinho, que dominou e deu forte chute rasteiro no canto, indefensável. "Aquilo (o passe) foi três dedos mesmo, ele (Bruno César) se movimenta bem no meio da defesa", disse Roberto Carlos.

Aos 19, o lateral brilhou outra vez. Bateu escanteio rápido também de trivela e pegou o goleiro Weverton desprevenido. A bola, por baixo e em curva, passou pelo corta-luz de Paulinho e foi direto para o gol. Após o bom começo, porém, o time corintiano recuou e não soube usar os contra-ataques puxados por Bruno César, que caiu de produção.

Ronaldo e Dentinho, na frente, pouco conseguiram produzir, o que ajudou a Lusa a manter a posse de bola. Com um pouco mais de organização, o time do Canindé poderia ter buscado uma reação - o ataque, liderado pelo apático Dodô, não teve a eficiência planejada por Sérgio Guedes. Na etapa final, o Corinthians pouco atacou e, com algumas boas defesas de Júlio César, o placar se manteve inalterado.

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