Roberto Carlos vai embora do Corinthians

Lateral-esquerdo, com propostas de clubes da Rússia e dos EUA, alega ter recebido ameaças de torcedores e deixa o clube

Fábio Hecico, O Estado de S.Paulo

12 de fevereiro de 2011 | 00h00

Roberto Carlos pediu, o presidente Andrés Sanchez não se opôs e hoje, em entrevista coletiva do mandatário do Corinthians, no CT Joaquim Grava, será anunciado o fim da passagem do lateral-esquerdo pelo Parque São Jorge. A decisão do jogador foi tomada ainda na quinta-feira e a reunião de ontem, com os dirigentes do clube e seu agente, Fabiano Farah, serviu para definir como seria feita a rescisão de contrato. Muito dinheiro está envolvido na parceria, como jogadas de marketing (mini boneco do lateral-esquerdo e carne com a marca Corinthians vendida na Turquia, onde ele jogava pelo Fenerbahçe), e as partes trabalhavam para um rompimento amigável.

Roberto Carlos deixa o Parque São Jorge sem a conquista dos títulos prometidos na apresentação e como mais uma vítima da ira da torcida após uma eliminação em Libertadores - se junta a Guinei, Roger, Edilson, Vampeta e Coelho, outras vítimas da queda na competição.

A falta de segurança, com torcedores fazendo ameaças telefônicas a ele e a seus familiares, com possível perseguição até pelas ruas da capital, foi o motivo alegado pelo experiente jogador para rescindir o contrato.

Mas ninguém descarta que haja, mesmo, uma proposta financeira envolvida, do Los Angeles Galaxy, dos EUA, e também do Makhachkala, da Rússia.

Desorientado. Ontem, o camisa 6 mostrou o quanto está confuso e perdido com o assunto. Na Band, fez questão de entrar no bate-papo com Rivaldo para garantir que ficaria. "São apenas uns cinco ou seis baderneiros", disse. Mais tarde, voltou a assegurar que seguiria no clube. Não havia recebido propostas e a reunião seria apenas para a ampliação do tempo do contrato até o fim do ano. Na verdade, o vínculo registrado na CBF já seria mesmo até o fim da temporada.

Contratado para dar experiência ao elenco, o jogador de 37 anos sai após 64 partidas e seis gols. Deixa a equipe pela porta dos fundos e com a fama de ter "amarelado" na pré-Libertadores, diante do Tolima. A alegação de que estava "sem confiança" e "sentindo uma pequena dor na coxa direita" não foi aceita pelo corintiano. Ainda mais treinando sem demonstrar problemas logo depois da queda. Acabou, ao lado do inseparável amigo Ronaldo, apontado como algoz da eliminação precoce.

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