Roberto Carlos volta a mostrar a velha 'bomba'

Roberto Carlos volta a mostrar a velha 'bomba'

Chute potente e falha de Rogério Ceni fizeram lateral brilhar pela primeira vez em um [br]clássico após sua volta

Bruno Deiro, Daniel Akstein Batista, O Estadao de S.Paulo

29 de março de 2010 | 00h00

A arma pela qual o torcedor do Corinthians aguardava funcionou na hora certa. A primeira bomba de Roberto Carlos em cobrança de falta entrou em um momento complicado do jogo, quando o São Paulo era melhor e estava próximo do empate por 2 a 2. O segundo gol com a camisa corintiana confirmou a boa fase e redimiu o lateral, que foi expulso nos dois clássicos anteriores, contra Palmeiras e Santos.

Enfim aplaudido em um clássico, Roberto Carlos admite que estava ansioso para mostrar que poderia ser decisivo em uma partida importante. "Estou acostumado a jogar clássicos, mas tive a infelicidade nos outros. Estava pensando no hotel, antes do jogo, o que ia acontecer comigo hoje (ontem). Mas saio feliz da vida deste", disse o lateral. "Não tenho de provar nada a ninguém, mas estou conseguindo me readaptar ao futebol brasileiro."

A boa atuação rendeu elogios do técnico Mano Menezes, que considera normal a recuperação crescente do lateral-esquerdo. "Ele está ganhando confiança, é compreensível. Todo mundo sente quando volta do futebol europeu. Ainda mais porque ele não veio do primeiro mundo da Europa", afirma Mano, referindo-se ao Fenerbahçe, da Turquia, ex-clube do camisa 6.

O gol de falta encerrou dois meses e uma semana de espera do torcedor em um lance de bola parada, sua especialidade. Ao seu melhor estilo, Roberto Carlos soltou o chute potente e estufou a rede contando com uma "ajudinha" de Rogério Ceni, que deixou passar uma bola batida no centro do gol.

"Infelicidade do Rogério não. A bola fez uma curva e pegou efeito na frente dele. Além disso, o campo estava molhado e com a curva que a bola fez não dava para pegar", afirmou o veterano jogador, que vai completar 37 anos no dia 10 de abril. "Estou com confiança, me sentindo bem com essa camisa."

Volta do cometa. O clássico teve outro jogador decisivo, que teve pouco tempo para mudar a história da partida. Em menos de cinco minutos, Iarley justificou ontem um apelido que carrega desde os tempos de Internacional, clube em que foi campeão da Taça Libertadores e do Mundial Interclubes, em 2006. O "Cometa Iarley" entrou no lugar de Ronaldo aos 42 da etapa final, incendiou o jogo e deu ânimo ao ataque corintiano, àquela altura sem fôlego.

Aos 46, quando o clássico parecia decidido, fez a boa jogada na esquerda e bateu forte, em lance que resultou no gol contra de Alex Silva, selando a vitória do Corinthians. "A gente que está fora fica torcendo e esperando uma oportunidade como esta", disse o atacante reserva.

Iarley veio do Goiás e começou o ano como titular, apoiado pela torcida. Foi perdendo espaço na equipe com atuações apagadas e com a sombra de Dentinho, que desandou a fazer gols. Ontem, ele evitou assumir o papel de herói do jogo no Pacaembu. "Hoje (ontem) o time esteve muito mais unido, demonstrou que tem um elenco muito bom", disse Iarley, que hoje comemora 36 anos.

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