Robinho muda de parceiro e brilha ao lado de Wesley

Desta vez sem Neymar, que saiu no intervalo, atacante volta a ser mortal e faz dupla [br]perfeita com meia

Bruno Deiro, O Estado de S.Paulo

26 de abril de 2010 | 00h00

Quem foi ao Pacaembu ver a dupla Robinho e Neymar em ação viu o camisa 7 achar outro parceiro para tabelas. Na etapa final, Robinho deu dois passes açucarados para Wesley marcar os gols que deram a boa vantagem ao Santos para o segundo jogo.

Robinho vinha sendo ofuscado nos últimos jogos pela boa fase de Neymar, mas comprovou ontem que é mortal nos contra-ataques. Bastante marcado, conseguiu melhor movimentação após o intervalo e foi fundamental na vitória santista. No segundo gol, deu um belo lançamento para Wesley e, no terceiro, tabelou com o meia/lateral e o deixou em boas condições para ampliar.

Com a vantagem garantida, ainda aplicou um lindo chapéu no adversário, com o lado de fora do pé, para levar a torcida do Santos ao delírio no Pacaembu.

Após a partida, lamentou que os dois gols de diferença não foram mantidos, mesmo com um jogador a mais. Mas elogiou a reação da equipe, que passou por um melhor desempenho seu na etapa final da partida. "Fomos para o segundo tempo com uma postura diferente e conseguimos ganhar. Conseguimos uma importante vantagem, que chegou a ser um pouco maior, para o jogo final", disse o atacante após o jogo.

Herói pendurado. Destaque da partida com dois gols, bastante parecidos, Wesley levou o terceiro amarelo e não joga a partida de volta, que deve dar o título ao Santos. O jogador, que começou a partida no meio-campo e foi deslocado para a ala, deu outro ânimo ao lado direito da equipe, que pouco atacou o Santo André na etapa inicial.

Aos 22 anos, Wesley vem ganhando a confiança do técnico Dorival Júnior. Após o primeiro gol, fez questão de correr para abraçar o treinador, que fazia aniversário. "Fiz questão de fazer essa homenagem", disse Wesley.

Torcida confiante. O mandante era o Santo André, mas os santistas trataram de preencher as arquibancadas do Pacaembu de preto e branco. A tranquilidade ao redor do estádio antes do jogo traduzia a confiança da torcida do Santos no triunfo diante do time do ABC. Os mais afoitos desfilavam com faixas de campeão, que eram vendidas no local. Outros pediam a Dunga uma chance para Neymar e Paulo Henrique na seleção.

O clima de otimismo era ainda maior dentro do estádio, minutos antes do início da partida. O presidente do Santos, Luis Alvaro de Oliveira Ribeiro, apareceu brevemente na janela do camarote e foi ovacionado pelos torcedores que ocupavam as tribunas do Pacaembu.

Na apresentação dos times pelo alto-falante, os nomes de Neymar e Robinho levaram o estádio ao delírio. O atacante André, que iniciou na reserva, também foi bastante aplaudido.

A entrada da equipe alvinegra foi saudada com um grito especial. "O campeão voltou!", cantaram os cerca de 30 mil santistas, abafando a torcida do Santo André, que ocupou pouco mais da metade do tobogã. Até o fim, os santistas dominaram a festa e foram recompensados com a vitória, inesperadamente árdua.

Melhores momentos do craque no jogo

1º tempo:

1 minuto. Robinho recebe passe de Neymar e toca, de calcanhar, para Wesley, que bate forte, no primeiro lance de perigo contra o gol de Júlio César, que fez boa defesa.

25 minutos. Num lance de velocidade, o atacante passa para Neymar, que chuta a gol. A bola, depois, ainda sobra para Paulo Henrique Ganso, mas o jogo estava parado - o atleta estava impedido.

42 minutos. Robinho recebe na área, após boa jogada do lateral-esquerdo Léo, bate rasteiro, mas o chute vai para fora.

2º tempo:

9 minutos. O craque chuta na entrada da área, mas a bola passa à direita do gol.

16 minutos. Em contra-ataque, Robinho toca para Wesley que, livre, chuta forte, marcando o terceiro gol do Santos.

22 minutos. Na entrada da área, o camisa 7 tabela com o atacante André, mas a zaga bloqueia a jogada.

40 minutos. No fundo do campo, o craque tenta um drible e chega a ameaçar sua famosa pedalada, sem sucesso: o zagueiro rival fica com a bola.

45 minutos. Toca para Madson, que chuta a gol - Júlio César defende.

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