Robinho se diz chocado com acusação de estupro

Assessor afirma que astro não foi intimado a depor

Livio Oricchio, O Estadao de S.Paulo

29 de janeiro de 2009 | 00h00

"Robinho está profundamente chocado com a acusação (de estupro)." Mais: "Não é verdade que fez teste de DNA, foi preso ou pagou fiança para ser solto. Ele se dirigiu espontaneamente à delegacia a fim contribuir com a investigação." Foi o que afirmou, ontem, ao Estado, Chris Nathaniel, assessor do jogador do Manchester City, pouco antes de o atleta participar da vitória da equipe sobre o Newcastle por 2 a 1, pelo Campeonato Inglês. "Robinho nega veementemente tudo", garantiu. A imprensa britânica deu grande destaque ao ocorrido.A edição de hoje do The Guardian, no entanto, trará, como as demais publicações britânicas, que o "jogador de transação mais cara do futebol inglês, que lhe rende £ 165 mil (R$ 500 mil) por semana", passou por exame de DNA e foi intimado a depor na delegacia", citando como fonte um porta-voz da polícia de West Yorkshire.O que se sabe até agora, segundo o porta-voz, é que o alegado estupro teria acontecido depois da meia-noite. A suposta vítima não fez reclamação formal ao deixar o Space Night Club, dia 14, em Leeds, local do encontro, mas só à tarde. Médicos realizaram exames forenses e em seguida a estudante de 18 anos foi interrogada. Investigadores se dirigiram, ainda, à área VIP do Space, onde se encontrava Robinho junto de outros atletas do Manchester City, a fim de encontrar indícios que ajudassem a esclarecer o caso, a exemplo do exame de pegadas no solo. O assessor de Robinho evitou detalhes, sob a alegação de que há uma investigação policial em curso. Acredita que Robinho está passando pela mesma situação de Cristiano Ronaldo, em outubro de 2005. O atual melhor do mundo teve de se defender, também, de acusação semelhante, na mesma Inglaterra. Na época, duas mulheres alegaram sofrer "séria agressão sexual em um hotel, em Londres". O jogador do Manchester United acabou não sendo processado por falta de provas.A direção do City manifestou, ontem, apoio ao atacante. "As duas partes (Robinho e os policiais) têm o suporte do clube. Não recebemos acusação de nenhuma natureza contra o jogador e não mais nos pronunciaremos durante a investigação."O fato de a história ganhar manchetes mereceu comentários de Pelé, ontem, na recepção a Joseph Blatter, em São Paulo. "É uma pena, episódios como esse, de Adriano e Ronaldo fazem com que as portas se fechem para jogadores brasileiros." Já o técnico da seleção, Dunga, conversou por telefone com Robinho. "Não tenho motivo para duvidar da sua palavra, e seu comportamento na seleção é exemplar." Robinho vai disputar o amistoso do dia 10 contra a Itália, em Londres.

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