Rodrigo Bastos mira o alvo em Pequim

Mesmo obtendo a 14º colocação entre 36 competidores na fossa olímpica, o atirador paranaense Rodrigo Bastos, 36 anos, considerou positiva sua participação nos jogos olímpicos de Atenas e já está apontando para seu próximo alvo: a Olimpíada de Pequim, em 2008. "A lição é que para a olimpíada você tem que se dedicar com exclusividade se quiser fazer alguma coisa", disse o atleta ao chegar a Curitiba hoje, por volta do meio-dia. Morador em Guarapuava, a 270 quilômetros de Curitiba, foi recebido por amigos, pela mulher e pelo filho. Bastos viajou a Atenas carregando responsabilidades. Afinal, tinha sido o 6º colocado na Olimpíada de Seul, em 1988, em sua única participação até então, e ostentava a prata dos Jogos Pan-Americanos de Santo Domingo. "Infelizmente tive apenas seis a oito meses de preparação", lamentou. "É um tempo muito curto." Durante esse tempo, ele ainda estava às voltas com o projeto arrojado da construção de um estande de tiros em Guarapuava, para evitar os deslocamentos nos fins de semana para Curitiba para treinar. Ele espera que esse tenha sido um dos tiros mais certeiros de sua atividade como esportista. "Fiz pensando no futuro", afirmou. "Vai trazer frutos a médio e longo prazos", entusiasmou-se. "Para os próximos campeonatos mundiais, pan-americanos, olimpíadas, a gente vai ter mais chances." E não apenas ele. Bastos garantiu que muitas pessoas estão começando a praticar o esporte. "Acredito que mais cedo ou mais tarde haverá muitas pessoas incluídas nesse esporte e trazendo resultados maravilhosos." E, com mais pessoas praticando, mais competições poderão ser realizadas. "Para mim, o que faltou bastante foram competições na modalidade", lamentou. Dentista em Guarapuava, Bastos não pretende abandonar a profissão, mas prevê um planejamento melhor entre o tempo a ser destinado ao consultório e aquele em que estará no estande. Sem perder de vista o centro do alvo. "A partir de agora a gente vai poder focar um pouco mais para Pequim, que era o objeto do contrato com a Companhia Brasileira de Cartuchos (seu patrocinador)", acentuou. Em Atenas, Bastos acertou 117 dos 125 pratos possíveis e não conseguiu classificar-se para a prova final, que deu a medalha de ouro ao russo Alexei Alipov, a de prata ao italiano Giovanni Pellielo, e a de bronze ao australiano Adan Vella.

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