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Rodrigo dará outra chance a "Baloubet"

O cavaleiro Rodrigo Pessoa chegou à Olimpíada de Sydney/2000 como candidato ao ouro individual. Mas foi surpreendido pelos três refugos do cavalo ?Baloubet du Rouet?. Era a última chance de medalha de ouro para o Brasil. ?Foi uma derrota muito dura. Mas o esporte é assim mesmo. Temos de passar por algumas derrotas... mas é difícil aceitar?, diz Rodrigo Pessoa. Apesar da decepção com ?Baloubet?, Rodrigo, de 31 anos, repetirá a montaria na Olimpíada de Atenas em agosto, uma vez que o cavalo está em boa forma. ?Cheguei a pensar em levar um cavalo novo. Mas como está com 15 anos, Atenas será sua última Olimpíada e resolvi dar uma chance a ele.? Em abril, ?Baloubet? deu novo susto em Rodrigo, na Copa do Mundo, em Milão. Uma alergia provocou erupções em sua coluna e Rodrigo teve de abandonar a final. ?Hoje, ele está 100%, em boa forma.? O cavaleiro ocupa a quinta posição no ranking mundial e tem participado de concursos de saltos quase todas as semanas. Rodrigo anda muito ansioso. Não por causa da competição em Atenas, mas pela experiência de ser pai pela primeira vez. Sua mulher, Keri, está grávida de sete meses e o parto está programado para o fim de julho. ?Ainda bem que nascerá antes de embarcar para os Jogos. Uma parte da tensão já terá ido embora. Ainda não sei como é esse sentimento de ser pai, mas já está sendo muito especial.? O nome da filha ainda não foi escolhido pelo casal. A mais de um mês para o parto de Keri, Rodrigo sofre por antecedência porque não poderá acompanhar os primeiros dias do bebê. ?Será difícil ficar longe da minha filha. Prefiro não pensar muito para não me chatear.? Após Atenas, Rodrigo quer alterar seu calendário de competições, para ficar mais tempo em casa com a família (de quinta a domingo está sempre longe de casa). Seu pai, Nelson Pessoa, um dos maiores cavaleiros do mundo, também não prticipou tanto da infância do filho e Rodrigo não quer o mesmo para a filha. ?Tenho 15 anos de carreira e já conquistei muita coisa que queria. Estou em uma posição privilegiada de exercer meu trabalho plenamente. E contente de fazer o meu trabalho, que é muito importante para mim. Na hora que sentir que é a hora de parar, vou parar.? A aposentadoria não tem data definida. ?Tenho mais duas boas Olimpíadas pela frente. Só após 2008 vou fazer um balanço da minha carreira.? Longe das competições, tem alguns planos, mas prefere não revelar. Adianta apenas que seguirá trabalhando com hipismo. Ser técnico está fora do projeto, porque ?vou ficar longe de casa do mesmo jeito e quero ficar perto da família?.

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