Rodrigo Pessoa descarta reconciliação

Uma reconciliação com Luiz Felipe de Azevedo não será possível na avaliação de Rodrigo Pessoa, que está competindo em Aachen, na Alemanha. Rodrigo, de 28 anos, o principal cavaleiro do Brasil na atualidade, e dono dos cavalos mais importantes do circuito mundial à disposição do País, entende que não "há mais clima" para que os integrantes da família Azevedo, Felipinho, pai ou filho, possam integrar futuras equipes do Brasil em competições internacionais. "Se tiverem resultados muito expressivos, a decisão terá de ser da CBH", disse, referindo-se à Confederação Brasileira de Hipismo.Rodrigo acha que Felipinho não precisaria investir contra a participação de sua futura mulher, a norte-americana Keri Porter, na Copa das Nações do Concurso de Aachen, sexta-feira, e nem resolver esse problema em público. Na sua avaliação, tudo poderia ter sido resolvido em uma conversa que seu pai, Nélson Pessoa, o Neco, manteve com Felipinho, em um jantar durante o Concurso de Pontadera, na Itália, no fim de semana do dia 21 de maio."Dez minutos teriam resolvido a questão", observa Rodrigo.O cavaleiro afirma que Felipinho poderia expressar seu descontentamento sobre a presença de Keri, pessoalmente, para Neco, ao invés de levar o assunto ao Tribunal de Justiça Desportiva (TJD) da CBH.Após o concurso de Aachen, a preocupação de Rodrigo será com o casamento. O cavaleiro deixa a Europa na segunda-feira em direção a San Diego, nos Estados Unidos - a cerimônia está marcada para o dia 23. Rodrigo vai tirar sete dias de folga, para a viagem de lua-de-mel, no Havaí. A noiva Keri chegou nesta quarta-feira a Aachen para ver o restante do concurso, até domingo.Rodrigo garante que não está preocupado com a ação na Justiça movida por Felipinho contra ele, por ofensas à moral e imagem. Em um jantar, com jornalistas brasileiros na Alemanha, afirmou que não desmentirá o que declarou - chamou Felipinho de "transtornado" e "imbecil" -, que ainda não foi citado pela Justiça e deixará para os seus advogados a preocupação com a defesa.Aparentando muita tranqüilidade, Rodrigo pensa em como poderá ser a equipe que irá ao Mundial de Jerez de La Fronteira, Espanha, em setembro. Acha que será preciso que Álvaro Afonso de Miranda Neto, o Doda, encontre um novo cavalo, que Keri Porter, Bernardo Rezende Alves e André Johannpeter "firmem conjuntos" com os cavalos Del Mar, Oberon e Forte De Neville, respectivamente. Isso completaria, em princípio, a equipe para o Mundial, com cinco cavaleiros - quatro titulares.

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