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Rodrigo Pessoa e Baloubet: nova chance

Da mesma forma que os velejadores Robert Scheidt e Torben Grael/Marcelo Ferreira, o cavaleiro Rodrigo Pessoa ficou com a medalha de ouro entalada na garganta na Olimpíada de Sydney/2000, quando o cavalo "Baloubet de Rouet", na época avaliado em US$ 5 milhões, simplesmente refugou na última prova. Rodrigo ficou desolado. Desta vez, tem nova chance. A definição das medalhas individuais da modalidade salto, no hipismo, é nesta sexta-feira, quando 45 conjuntos entram zerados na pista para o primeiro percurso, às 10h de Brasília, no centro eqüestre de Markópoulo, seguindo os 20 melhores para o segundo, à noite em Atenas, mas às 15h30 de Brasília. Além de Rodrigo, considerado um dos maiores cavaleiros do mundo (assim como foi seu pai, Nelson Pessoa, aqui o técnico da equipe brasileira), o Brasil terá Álvaro Affonso de Miranda Neto, o Doda, montando "Countdown 23", e Luciana Diniz-Knippling, com "Mariachi". Bernardo Resende Alves foi eliminado ainda na qualificação, por dois refugos de "Canturo" - que também tiraram a chance de o Brasil tentar sua terceira medalha por equipes (tem bronze de Atlanta/96 e Sydney/2000). Luciana não havia se classificado entre os 45 primeiros conjuntos, mas pelo regulamento só podem competir três por país na fase final e alguns países tiveram de abrir vagas. Rodrigo foi campeão do Mundial de Roma/98 e três vezes da Copa do Mundo. Aos 31 anos, desta vez decidiu alugar uma casa próxima de Markópoulo, em vez de ficar na Vila Olímpica (que é distante do centro eqüestre), além de chegar mais em cima da hora, como forma de evitar pressões desnecessárias. Doda, que tem em um quadro em casa as medalhas olímpicas que ganhou por equipes e também as dos Jogos Pan-Americanos, está com um cavalo "curinga" na definição de Rodrigo. "Countdown 23" é um animal excelente, segundo Doda, mas precisa de mais experiência. Programação - Os 45 conjuntos saltam nesta sexta-feira pela manhã em Atenas, a tempo de o percurso ser "deslocado" como o mesmo design, se necessário, como na fase classificatória. A grama é nova e solta com as passagens. Foi mal calculado seu uso seguido por mais de setenta montarias a cada vez, no início da competição. O segundo percurso, assim, fica para a noite, pelo fuso horário daqui, com iluminação artificial - a que os cavalos também não estão totalmente acostumados. Todos os pontos por faltas do primeiro percurso são somados com os do segundo, para definir os três primeiros colocados.

Agencia Estado,

27 Agosto 2004 | 08h31

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