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Rodrigo Pessoa estranha reação do irlandês

O brasileiro Rodrigo Pessoa disse, nesta terça-feira, que estranhou a reação do cavaleiro irlandês Cian O?Connor, diante da divulgação do resultado positivo no exame antidoping do cavalo Waterford Crystal. O campeão olímpico terá de devolver a medalha de ouro ganha nos saltos dos Jogos Olímpicos de Atenas se a contraprova do animal confirmar o resultado do primeiro teste."O?Connor pediu a contraprova, mas se escondeu atrás do veterinário", afirmou Rodrigo, que acha que o cavaleiro irlandês poderia ter explicado o que ocorreu.Rodrigo Pessoa e Baloubet du Rouet ficaram com a medalha de prata em Atenas e poderão herdar o ouro se confirmado o doping do cavalo do irlandês. O brasileiro, que vive na Bélgica, lembrou que o cavaleiro alemão, Ludger Beerbaum, que também responde pelo resultado positivo no exame antidoping do cavalo Goldfever, com o qual ajudou o seu país a ganhar a medalha de ouro por equipe em Atenas, apareceu para dar explicações. "O Ludger, muito profissional e experiente, foi à TV para dizer que o resultado é proveniente de uma pomada que o seu cavalo usou contra frieira. O outro se escondeu."Apesar da estranheza quanto ao caso de O?Connor, Rodrigo Pessoa, que integra o comitê executivo do Clube dos Cavaleiros, entidade mundial que atualmente congrega 225 sócios, e também é do Comitê de Saltos da FEI, acha que a entidade precisa reavaliar sua conduta com relação ao antidoping. "Já nos aproximamos da Comissão de Veterinários para discutir o assunto", contou.O brasileiro entende que o resultado de um exame antidoping tem de ser divulgado mais rapidamente. "Não é possível que não se possa fazer o exame em menos de seis semanas", afirmou. E a própria lista de substâncias proibidas tem de ser rediscutida, na sua avaliação. "O importante é definir o limite onde acaba o tratamento e começa o doping no caso dos cavalos. No nosso esporte a tolerância é zero. Na lista dos atletas a adequação é maior. Mas os cavalos também são atletas que precisam de ajuda, de tratamento. Se um cavalo recebe tranqüilizante para não se machucar durante uma tosa é uma coisa. Se o tranqüilizante é usado para ele se acalmar e se tornar mais fácil de montar é outra bem diferente. No primeiro caso é necessário, no segundo está errado, é trapaça", explicou.

Agencia Estado,

12 de outubro de 2004 | 18h23

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