AO VIVO

Confira tudo sobre a Copa do Mundo da Rússia 24 horas por dia

Rodrigo Pessoa quer medalha para filha

O cavaleiro Rodrigo Pessoa, de 31 anos, bronze em Atlanta-96 e em Sydney-2000 na competição por equipes, tenta, nesta sexta-feira, mais uma medalha na carreira, só que na prova individual de saltos, a partir das 10 horas (de Brasília). Filho de Nelson Pessoa, principal cavaleiro brasileiro da história, ele iniciou a carreira aos 12 anos e tem, entre outros títulos, o de tricampeão da Copa do Mundo, em 1998, 99 e 2000, e o de campeão mundial, em 98, em Roma. Embora tenha naturalidade brasileira, nasceu em Paris, na França, e praticamente se criou na Europa, de onde não pretende sair mais. O pódio em Atenas seria o primeiro grande presente para a filha, Cecília, nascida há menos de um mês. Agência Estado - Você gosta também de outros esportes ou só do hipismo? Rodrigo Pessoa - Gosto de outros esportes, procuro seguir tudo. Acompanho muito as corridas de Fórmula 1, vejo jogos de futebol do Brasil pela Globo Internacional, mas não torço por um time específico. AE - Pratica alguma modalidade por lazer? Procuro jogar golfe nas horas de folga, mas tenho pouco tempo livre. Viajo para disputar competições, treino bastante e ainda tenho uma série de compromissos com meus patrocinadores. Precisamos sempre estar juntos para conversar, resolver problemas. Então, é muita coisa. AE - Com quem você vive na Bélgica (Bruxelas)? Moro numa casa com minha mulher (Keri), que é americana, e minha filha (Cecília), que nasceu há menos de um mês. Seria legal ganhar uma medalha agora que ela acabou de nascer. AE - Como conheceu sua mulher? Ela também pratica hipismo. Eu a conheci há quatro anos em competições. AE - Pretende voltar algum dia ao Brasil? Não pretendo, porque minha vida toda foi feita na Europa, minhas coisas estão na Europa. Mas tenho muitos parentes no Brasil, onde costumo passar férias. Quando posso, vou ao Rio. AE - Você mora na Bélgica, que é bem diferente. A violência do Rio, por exemplo, não o assusta? Ah, me assusta, sim. A violência, infelizmente, faz parte do dia-a-dia do brasileiro. Quando vou para o Rio, procuro não pensar muito nisso, mas não dá para a gente se sentir 100% tranqüilo. AE - O hipismo pode ser praticado por pessoas de menor renda ou é restrito às de classe A? Não é impossível para as pessoas de menos condições terem acesso, mas é preciso ter uma certa infra-estrutura, por causa do cavalo, do equipamento.

Agencia Estado,

26 Agosto 2004 | 16h41

Mais conteúdo sobre:
olimpíada 2004 olimpíada

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.