Rogério, confiante, diz que não é insubstituível

Goleiro explica que liderança não depende da faixa de capitão e aposta na força do time para duelo de amanhã, contra o Corinthians, pela semifinal

Giuliander Carpes, O Estadao de S.Paulo

18 de abril de 2009 | 00h00

Rogério Ceni está tranquilo. No primeiro dia de fisioterapia, depois de passar por uma cirurgia para corrigir a fratura sofrida no tornozelo direito, o ídolo são-paulino falou pela primeira vez sobre a lesão. Disse que o momento é de reflexão. Bem-humorado, o capitão tricolor falou com a imprensa por 20 minutos e, no fim, deu uma dica de quando imagina estar apto a voltar aos campos: "Obrigado, gente, até agosto", despediu-se. Apesar de parecer otimista, o goleiro sabe que terá de ter muita paciência até o momento de sua reintegração ao elenco são-paulino. Por enquanto, Rogério diz que chegou à conclusão de que não é insubstituível na meta do São Paulo."Na vida, você tem de ser muito prático. Ninguém é insubstituível. É o momento para avaliar o quanto você não faz falta", contou o jogador. "As pessoas falam muito de liderança, mas ela está dentro de cada um. Ninguém se torna líder por causa de uma faixa de capitão. O time do São Paulo vai jogar bem com ou sem mim, tenho certeza."O goleiro aproveitou para mostrar confiança em Bosco, seu substituto. "Ele tem capacidade e experiência", elogiou. "Tenho certeza de que o grande momento do Bosco no gol do São Paulo vai acontecer. Ele é muito preparado. Espero que o time também esteja bem."Durante a entrevista, Rogério evitou fazer uma previsão sobre o retorno aos campos. "Seria impossível fazer uma avaliação hoje. Me sinto extremamente bem, a reação está sendo muito boa", afirmou. "O importante não é o tempo que vou levar para voltar, mas sim que eu volte bem. Tenho de ter paciência."O ídolo são-paulino deu a entender que o gramado irregular do campo em que treinava pode ter influenciado na sua lesão. "A chuteira ficou presa bem aonde havia uma placa desnivelada", explicou. "Mas foi uma fatalidade. Tenho de agradecer por não ter sido algo irreversível. O Bruno (ex-goleiro que sofreu um acidente automobilístico em agosto de 2006 e ficou tetraplégico), por exemplo, é um que sofre até hoje."O dono da camisa 1 tricolor contou sobre o que sentiu logo depois de ter fraturado o tornozelo. "Foi tudo muito rápido. Quando vi já estava na cirurgia", disse. "Lembro que a primeira pessoa que vi quando voltei para o quarto, lá pelas 23 horas, foi o Cafu. Achei que estava na Copa do Mundo de novo", brincou.Rogério vai ao Morumbi falar com os companheiros antes do clássico de domingo. Depois, sai de cena. "Nos próximos quatro, cinco meses, é tudo com eles. Fico apenas me recuperando."

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