Rogge volta atrás e seu sucessor não receberá salários

O presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Jacques Rogge, afirmou nesta sexta-feira que desistiu da proposta de que seu sucessor no cargo seja remunerado. O belga se reuniu em São Petersburgo, na Rússia, com os seis candidatos oficiais à sua sucessão e ouviu deles que não têm interesse em receber salários.

AE-AP, Agência Estado

31 de maio de 2013 | 17h00

O Comitê Executivo do COI ficou reunido durante três dias na Rússia e ali deliberou sobre diversos assuntos. A questão salarial era um deles. Rogge vai deixar o cargo em 10 de setembro, durante a assembleia geral da entidade, e havia sugerido que seu sucessor passasse a receber salário. Os seis candidatos, entre eles o ex-saltador Serguei Bubka, disseram que abrem mão da regalia.

Também foi discutida em São Petersburgo a inclusão de uma nova modalidade nos Jogos Olímpicos de 2020. Das sete candidatas, foram indicadas a luta, o beisebol/softbol e o squash, que vão disputar a escolha na assembleia geral, em setembro, em Buenos Aires.

Rogge disse que não vê falhas no sistema de escolha do programa olímpico, apesar de a luta ter sido recentemente excluída dos Jogos de 2020 e agora seja indicada a voltar. "A luta respondeu bem à exclusão", disse o dirigente, em referência às diversas mudanças na FILA (Federação Internacional de Luta, na sigla em inglês), incluindo a troca na presidência.

"Não se inclui um esporte novo simplesmente para incluir algo novo. Novidade não é o que importa. Qualidade é o que importa. O propósito é ter o melhor programa olímpico possível", explicou Rogge.

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