Roma soma maior quebra de marcas

Até ontem, 22 novos tempos tinham sido registrados no Mundial

Amanda Romanelli, O Estadao de S.Paulo

30 de julho de 2009 | 00h00

Ainda faltam quatro dias para o fim das disputas da natação no Campeonato Mundial de Esportes Aquáticos, em Roma, mas a 13ª edição do torneio já entrou para a história em pelo menos um quesito: o número de recordes mundiais batidos. Até ontem, 22 marcas haviam sido superadas, um aumento de 37,5% em relação ao Mundial de Belgrado, em 1973, até então com a maior quantidade de recordes renovados: 16. O número de marcas mundiais atingidas em Roma ainda tem espaço para a ampliação. Afinal, as finais de algumas das provas mais competitivas da natação, como os 50 m e os 100 m livre, não foram realizadas. O Mundial sempre teve a confirmação de boas marcas. Entre Belgrado/1973 e Melbourne/2007, 111 tempos mundiais foram superados - destes, 58 em provas masculinas. E o Brasil faz parte desta estatística. Em Guayaquil/1982, Ricardo Prado bateu o recorde dos 400 m medley (4min19s78), que deu ao País seu único ouro.A utilização dos maiôs tecnológicos ajudou, e muito, a conquista de marcas em Roma. Não são raros os casos de atletas que conseguiram melhorar seus tempos de maneira assombrosa. O chinês Zhang Lin surpreendeu a todos, ontem, ao nadar 6s abaixo do antigo recorde mundial dos 800 metros, que datava de quatro anos. Michael Phelps também conheceu a derrota após um recorde - perdeu o ouro para o alemão Paul Bidermann nos 200 m livre e ameaçou não competir até que "a natação voltasse a ser natação".Todos esses tempos entrarão para a história com uma suspeita: foram atingidos pelo mérito dos atletas ou com interferência da tecnologia? A partir de abril de 2010, quando os maiôs de poliuterano serão proibidos, os tempos ganharão asteriscos - indicativos de que foram conseguidos com apoio tecnológico. E se isso foi realmente decisivo, só o Mundial de Xangai, em 2011, poderá mostrar.

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