Romarinho, iluminado: gol no 1º toque

Atacante de 21 anos entra aos 38 minutos do segundo tempo e mostra calma de veterano para tocar na saída do goleiro

FÁBIO HECICO , ENVIADO ESPECIAL / BUENOS AIRES, O Estado de S.Paulo

28 de junho de 2012 | 03h07

O atacante Romarinho é mesmo um predestinado. Contratado recentemente pelo Corinthians vindo do Bragantino, fez sua estreia na Copa Libertadores ontem e saiu de campo como herói. Foi dele o gol de empate nos últimos minutos da partida, que colocou a equipe brasileira em boas condições para decidir o título em São Paulo, no estádio do Pacaembu. "Graças a Deus a minha estrela brilhou. Eu pude sair do banco e fazer o gol", limitou-se a dizer.

Ele já havia sido a estrela no fim de semana ao fazer os dois gols da vitória no clássico sobre o Palmeiras. A ótima atuação garantiu uma vaga no banco de reservas em Buenos Aires. E, quando o time estava atrás no placar, o técnico Tite colocou o garoto de 21 anos no lugar de Danilo. Em sua primeira jogada, recebeu lindo passe de Emerson e teve a frieza de um veterano para tocar por cima do goleiro Orión e calar o estádio La Bombonera.

"Foi o meu primeiro toque na bola e fui feliz na finalização. Eu olhei para o goleiro e vi que ele estava meio caindo. Fiquei muito feliz em ajudar meus companheiros e agora vamos para o Pacaembu. Vai ser muito emocionante lá", disse.

O salvador da pátria corintiana recebeu também os elogios dos companheiros, que respiraram aliviados ao voltar para o Brasil com o empate na bagagem. "O moleque está iluminado. Ele chegou no momento certo e teve uma frieza tremenda", elogiou o meia Alex.

Para Liedson, que também teve a chance de atuar após a contusão de Jorge Henrique, seu companheiro de ataque tem tudo para brilhar com a camisa alvinegra. "Ele é um excelente garoto, tem um talento enorme e está com a estrela. Por isso, tem de aproveitar. É jogar no moleque."

Para o jogo de volta, o Corinthians precisa de uma vitória simples para levantar a inédita taça. Um empate leva a decisão para prorrogação e depois pênaltis se a igualdade permanecer, já que na final não há o critério de gol fora de casa. Um vitória do Boca dá o título aos argentino. "Agora muda muita coisa. Estaremos dentro da nossa casa, onde conhecemos cada buraco do gramado e temos uma grande vantagem. Vamos fazer uma festa bonita com a nossa torcida", avisou o zagueiro Leandro Castán.

Dúvida. O atacante Jorge Henrique teve de ser substituído ainda no primeiro tempo, aos 39 minutos, dando lugar a Liedson. Ele sentiu uma lesão na coxa ao se chocar com Santiago Silva e não aguentou continuar em campo. "Senti uma fisgada e preferi sair, para não deixar a contusão se agravar", disse o atleta.

Ele sofreu fora de campo durante toda a etapa final e espera que o problema não o afaste da partida de volta no Pacaembu, na próxima quarta-feira. "É duro ficar fora, pois a gente espera tanto por esse momento. Mas agora vou tratar e ver se me recupero para tentar entrar inteiro na partida de volta em São Paulo."

A contusão de Jorge Henrique deve fazer Tite redobrar os cuidados com seus titulares até o jogo de volta, na quarta-feira. Uma das providências deve ser a de dar descanso extra para os mais exaustos com a viagem.

Sem compromisso neste fim de semana pelo Campeonato Brasileiro - a CBF acatou o pedido do clube e adiou seu jogo desta rodada -, Tite poderá trabalhar com tempo para recuperar os atletas para o jogo decisivo da semana que vem. Há tempo, inclusive, para tratar Jorge Henrique para a final no Pacaembu, uma vez que o atacante é peça-chave do esquema tático.

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